Lucy Rose: uma flor viajante

Um dos mais lindos exemplos das coisas incríveis que São Paulo, essa louca metrópole insone, tem a oferecer é cultura. Independente do preço, se custa um rim ou um centavo, difícil encontrar lugar no Brasil que tenha tanta coisa para públicos tão distintos que populam essa cidade.

Aqui já tive a chance de assistir a shows de bandas que ninguém conhece e que nunca nem sonhei em ver ao vivo. Hoje promete ser mais um dia mágico para minha história musical.
Continuar lendo

quando a dinamarca me salvou

Você está correndo contra o tempo, o trânsito, as tarefas, o cansaço, a dor, o sono e parece que a lista não tem fim. Cada e qualquer elemento que entra na equação se torna um inimigo por estar fora do que havia sido previsto. E aí é hora de respirar fundo, fechar os olhos e dar mais um estirão. Para dar conta de tudo, tudo o que tem de ser feito.

continue lendo…

um circulo perfeito

E meu primeiro Lollapalooza foi demais. Fui ao festival a convite do pessoal da Adidas e foi um presente lindo demais que eles me deram.
vem saber mais

ao som dos pássaros

Tudo começou há quatro anos, como expliquei aqui. Nem parece muito tempo, mas sempre é um tanto bom, ainda mais se você fica em clima de expectativa. Depois disso, o Guillemots lançou Red (2008) e voltei a conversar com Magrão sobre as novas músicas. Ouvindo o disco é claro que o som mudou e eu não esperava nada diferente. Muita gente torceu o nariz. Eu amei, do jeito que ele é.

to be continued…

the kings of kindo

Ultimamente tenho tido a chance de ver ao vivo muitas bandas que nunca imaginei ser possível. O mérito disso pode ser dividido entre o senhor Christiano Parentoni e a organização dos @outros500, mas vou pular a parte dos agradecimentos porque este texto não é para isto, o que não significa que não seja eternamente grata, tá?

to be continued…

vivendo a vida

Apesar do cansaço acumulado no final de semana me enchi de coragem, deixei Lost “em casa” e fui saciar a vontade que tinha de assistir o Coldplay ao vivo desde 2000, quando me deparei com Parachutes.

to be continued…

maratona musical – finito

E você achou que acabava assim? Ledo engano. Quando escolhi usar a palavra maratona foi porque ela exemplifica de verdade o que foram esses cinco dias. A segunda foi um tempinho que tive para tentar recarregar as energias drenadas em uma semana inteira de trabalho e mais três dias de shows e noites mal dormidas seguidos. E na terça eu realmente parecia um zumbi. Quando olhava no espelho via umas certas olheiras do mal e as juntas doíam só de pensar em ficar em pé durante mais de três horas seguidas, sem descanso.

Mas gente era o R.E.M.? Não sou fã que tem todos os discos em casa. Sou daquelas que sabe cantar todas as músicas da banda que toca na radio, que respeita o trabalho e a forma com a qual eles levam sua carreira, alem da consciência politica. Sendo assim sabia que era um show que eu não podia deixar de ir. E fui. Com todas as dores no corpo possíveis, o sono acumulado do mundo, mas com alegria de ter a chance de ver eles, ainda mais após saber que os ingressos estava esgotados.

E não é que meu instinto se mostrou certeiro. O show foi simplesmente lindo. É sempre muito bom ver uma banda que apesar de estar na estrada por tanto tempo ainda mostra verdadeira vontade de estar no palco e tocar. Outra coisa que não dava pra ignorar era a felicidade de Michael Stipe e companhia com a vitoria de Obama (contextualizando, o resultado oficial das eleições norte-americanas saiu dia 05/11 e estávamos no dia 11 do mesmo mês) e fizeram diversas menções ao homem. Sem contar com o fato de cantar “Is The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)“, umas das minhas músicas favoritas deles junto com um mar de gente onde a maioria, assim como eu, sabia a letra de cor foi surreal.

Digamos que dessa forma a maratona musical, quase foi em certos momentos infernal, terminou com a maior chave de ouro do mundo. Fui para casa feliz da vida. Quarta de manha acordei com muito sono mas realmente bem e as lembranças do show eram as melhores. Superavam toda e qualquer dificuldade passada neste período!

Agora sim terminou!

buracos negros e revelações

Pentelhei a Maria até mais não poder por causa do show do Muse simplesmente porque acho graça. Como ela mesma gosta de pontuar, é para isso que irmãs mais velhas servem, certo? Passei semanas falando que Muse não era tudo isso. Era bem chato. Parecia uma cópia fraca de Radiohead. Que eu não iria com ela no show nem f… E que por conseqüência ela não veria o show, já que nem por decreto deixaria ela ir sozinha. Mas tudo não passava de um plano, que no final foi mal-sucedido.

to be continued…

bob dylan

Reprodução | Facebook


letra

Robert Allen Zimmerman, adotou como nome artístico Bob Dylan e começou sua carreira em 1959. Dylan ficou mundialmente conhecido por suas belas canções folk rock de letras lindamente escritas, seja sobre o assunto que fossem.

Na sua vida, além da música, Dylan também se envolveu com outras formas de arte, como a pintura e o desenho, tendo até lançado um livro com seus trabalhos chamado Drawn Blank, em 1994 e literatura, escrevendo o livro Tarântula (1966).

Sua música pode não ser exatamente o que se ouve na mídia, mas seu último disco, Modern Times, lançado em 2006, chegou ao topo da parada de discos mais vendidos nos Estados Unidos, fazendo do músico (da época com 65 anos) o artista mais velho a ter um CD. E junto com isso, gostando ou não de seu trabalho, tem que se respeitar a obra de Dylan.

Mas além de falar bem, venho aqui para me dizer indignada. O que temos que fazer para melhorar as coisas nesse nosso canto, nesse nosso Brasil?

Há 10 anos atrás nos chamavam de País de Terceiro Mundo. Aos poucos as coisas tem mudado, os números dizem que estamos caminhando, e dessa vez pra frente. Hoje somos um País em desenvolvimento, mas pera lá…

Somos tão tapados que além de sermos usurpados diariamente a torto e a direito por políticos, iremos ser coniventes com o roubo descarado??? Entregaremos nosso salário do mês de mão beijada?

Cresci entre outras coisas ouvindo músicas de Bob Dylan e quando soube que ele viria ao Brasil, fiquei toda animada, pensei até em dar de presente para meu pai um ingresso, para irmos os dois assistir ao show.

E aí, os preços dos dois shows (05 e 06 de março) que o Bob Dylan fará em São Paulo… e minha pequena surpresa se transforma em triste ilusão.

O problema é que somos muito carentes, tínhamos que aprender a dizer não…
A falar que mesmo cultura não tendo preço, R$ 900 é um pouco demais.

Sei que custa caro trazer o artista, produção e assim por diante, mas se não tivermos dó de nossos bolsos, estamos perdidos, porque pode ter certeza que outros não terão.