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em chamas: indo contra a maré

Aí que me coloco como advogada do diabo, ou quase isso. Sou do contra, segundo minha mãe diz. Sempre fui! Então estou pronta para explicar porque achei o primeiro longa da trilogia Jogos Vorazes é melhor.

Ainda não li os livros. Eles fazem parte daquela lista mental de coisas para ler mais cedo ou mais tarde. Mas digo que apesar de não ser um ranking, ver o segundo filme fez com que eles ganhassem pontos no quesito prioridade. Quem sabe não devoro assim que finalmente terminar Millenium? Afinal, os outros dois livros chegaram semana passada. Mas vamos ao que interessa.

Como óbvio e esperado, JLaw está de volta, tão linda, radiante e forte como no primeiro filme. Assim como Josh “Hot” Hutcherson, Liam “Lula Molusco” Hemsworth, Woody “fica bem de peruca” Harrelson, Elizabeth “I have a <3” Banks e muitos outros. Mas novos rostos tomam conta da tela, como Jena Malone, Philip Seymour Hoffman e Sam Claflin marcam presença.

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Mas o nome que acho ser o responsável pela maior mudança é do diretor Francis Lawrence, que como ele e Jennifer tem sido explícitos, não são parentes.

O povo reclamou, xingou no Twitter (eu acho) e Gary Ross, diretor e roteirista de Jogos Vorazes, assim como a “camera tremida” foram abolidos da continuação. O que acho que a maioria das pessoas deixou passar despercebido é que ao invés de ser um “defeito” na produção do longa, a tal tremedeira da camera foi um dos artifícios que deu vida ao primeiro longa. A ideia de ter parte da história contada em primeira pessoa, transmitindo as sensações de Katniss diretamente para o público, que assim como ela, se via encurralado, desesperado para conseguir se manter vivo.

As luzes, as cores presentes no primeiro filme estão de volta. Mas a visão de Francis – que dirigiu Constantine que eu adoro e foi confirmado como responsável pelas duas partes de A Esperança, que terminarão a saga –  foi estéril para os artifícios que fizeram Jogos Vorazes ser um filme tão humano. Tão verdadeiro.

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Enquanto parte do público se sentia enjoado com todo o movimento de câmera, deixou de entender que foi uma opção do diretor para que toda a angustia de Katniss acertasse nosso estômago. Se o segundo é tão bonito quanto o primeiro, de fato não me senti tão envolvida.

Ainda torço, muito, para que Katniss, Peeta, Gale e todos que estejam dispostos a lutar para mudar sua situação vençam #ForaPresidenteSnow. Mas nem de perto fiquei tão envolvida. Desta vez me senti sentada em minha cadeira no cinema. Não estava sozinha, estava acompanhada de uma sala lotada.

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Se meio mundo pagou para assistir a revolução de Panem começar de sua cadeira semi-reclinável, eu esperava voltar a lutar pela minha vida. Queria uma imersão maior. Isso não fará com que eu deixe de ver os dois últimos filmes no cinema. Não me leve a mal, gostei muito de Em Chamas, mas já entendi que a magia acabou mesmo no ano passado.

O que me vem a cabeça é, por que as pessoas tem tanto medo de viver, mesmo que de mentirinha?

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