Louis C. K. + celulares + infância

Ai a galera vai e fala muito, mas muito mal mesmo do ruivo, mas né? É porque ele ta perturbando todo mundo com umas ideias bem diferentes. Isso não quer dizer que toda pessoa que é polêmica é sábia, mas Louis C.K. deveria ser ouvido com menos preconceito.

Na sexta passada, 20, um vídeo do humorista sendo entrevistado por outro ruivo que costuma estar envolvido em momentos polêmicos da TV norte-americana, Conan O’Brien foi postado no perfil do CoCo e acredite ou não está prestes a passar a marca dos 3 milhões de views.

E vou te dizer, ele de fato merece ser visto por muito mais gente e mais ainda, antes das pessoas rirem – o que acontece sem parar no vídeo – elas deveriam prestar atenção no que essa dupla está discutindo.

Em menos de cinco minutos, Louis fala um bocado de verdades que o mundo precisa ouvir e eu concordo completamente.

Crianças não deveriam ter celulares

Não tenho filhos, ainda, mas de certa forma sou cercada por crianças e acredito que eu possa morder a língua no futuro, espero que isso não aconteça. Segurança é um ponto importante, mas acredito que o celular rouba tanto que não vale a pena ficar monitorando o filho 100% se isso custar o aprendizado de habilidades básicas, como contato visual. Até um celular de brincadeira eu acho que não é legal, pois você vai transformar algo que tem um uso distinto em familiar para uma criança que, ao meu ver, deveria se ater a coisas que são referentes a sua idade. Mas vamos aos pontos principais:

1. A vida é muito mais do que um celular, apesar de sentir que a minha vida está em um desses “instrumentos do capeta”, como ele é conhecido aqui em casa e infância é época de brincar e não se preocupar com um e-mail que não chegou.

2. Como não estamos na Matrix, eu acho, não nascemos conectados. Assim acho que todo ser humano tem de aproveitar cada segundo que pode longe das redes sociais e tudo o que envolve essa vida moderna.

3. Tecnologia deste calibre não é para estar nas mãos de uma criança. Uma bola, boneca, bicicleta são mais do que o suficiente para incentivar o desenvolvimento.

4. Status é uma das maiores pragas da humanidade, é triste, pois independente da educação você der as crianças a questão de “ter ou não” sempre baterá em sua porta, mas se você não for mais forte, pode estar criando um monstro.

5. Em um mundo em que é muito mais legal viver no mundo virtual, eu sou eternamente grata por ter tido a chance de crescer brincando na rua, com pessoas de verdade. E acho que isso é algo fundamental para qualquer ser humano.

A relação que temos com nossos celulares não é saudável

Parece que a cada dia que passa os celulares além de ligar, são micro consoles, estúdios de cinema e fotografia, mas o mais preocupante é que veem se tornando um HD externo. O problema é, além de guardar memória, incluímos muito mais de nossas vidas neles.

E algo muito importante que vejo as pessoas simplesmente ignorando é que a cada dia que passa a gente divide com o mundo o que acha, mas perde a mão com o amigo que está próximo. Mas o pior ainda é que você passa o dia “falando de si mesmo”, mas nunca de verdade. É sempre um desabafo, que acaba sendo interrompido por uma curtida ou um comentário, que não dá espaço para que você chegue na parte em que vive de verdade o sentimento, seja ele bom ou ruim. Pulando essa parte da vida, tudo se torna superficial, o ciclo de viver algo nunca é completado.

Assim você nunca aprende nada 100% ou se sente vivo, porque viver é ser feliz e infeliz. Isso torna cácil entender a falta de sentido na vida. Se tem uma coisa que o ser humano sempre procurou foi o motivo de viver, mas a tecnologia hoje é uma distração disso. Desta forma você não precisa cavar fundo, parar para pensar. O incomodo está sempre no outro e viver isso faz com que você não aprenda o que realmente te faz bem ou não.

Não se engane, não estou aqui para julgar ninguém. E nem gosto de pensar na ideia de que posso ser viciada em Internet e tecnologia. Pois é algo que me cerca o dia inteiro e bom, é disso que tirou meu sustento, mas assim como trabalho muito hoje, um dia eu brinquei demais. E se faço o maior esforço para não me esconder de mim mesma em um iPhone, é porque sinto que o mundo ao meu redor vem perdendo a habilidade de viver plenamente. E eu, com boa pessoa do contra me oponho a dar o “instrumento do capeta” a crianças, assim como mergulhar em uma vida que acontece longe de mim.

Quer entender como essa reflexão chegou aqui…

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