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moda é para todos?

Moda tá aí, não é de hoje, e dificilmente será algo que será esquecido pela sociedade. Tudo é moda, seja a roupa que vestimos, o telefone mais cobiçado, o ator da novela das 8, o último lançamento automobilístico. Assim como ela engloba tudo e cabe a você seguir alguma de suas “vertentes”, muita gente discute qual sua contribuição à sociedade e se pode ou não ser considerada arte.

Conceito, tendência, novidade, experimentação são algumas das palavras mais usadas quando se ouve falar em moda, assim como beleza, rigidez, glamour, sacrifício. O mundo da moda, aquele que tem a ver com pret a porter à haute couture fala de maisons, estilistas, modelos e tal. Ele vive em meio à polêmicas, como peso/disturbios alimentares e a, não tão novidade, é a profissionalização de meninas – como se garotas de 14 anos maquiadas e vestidas como se tivessem 30 não fosse o bastante – de 10 anos ou menos assinando linhas e sendo consideradas representantes de grandes marcas. É isso que vem acontecendo com a francesinha Thylane Blondeau.

Com apenas 10 anos de idade, a menina que é filha do jogador de futebol Patrick Blondeau e a estilista Véronika Loubry, vem trabalhando com moda desde os 4, mas se tornou sensação mundial no ano passado. As críticas foram tão intensas que sua mãe resolveu calar todas as críticas que vinham diretamente à ela via o Facebook e tumblr, mas Thylane continua trabalhando, sendo a cara mirim da Lacoste.

Cecilia Cassini foi a primeira criança da moda que me espantou. Recebi um vídeo no qual mostrava como Cecilia era madura, incrivel e muito experiente aos – pasme – aos 10 anos. Imagina, se com apenas uma década de vida ela já tem a atitude de um ser humano de mais de 20, amargo e arrogante até a ponta do cabelo, imagina como via estar durante  chega a ser triste ver como é que a pessoa deixou de ser criança pra ser uma imitação ruim de pessoa.

Dá uma olhada:

Aí temos o também polemico caso de Kaia Gerber, filha da TopModel e ícone dos anos 90, Cindy Crowford. A menina, de também 10 anos, causou furor ao ser apresentada como o rosto da Young Versace, linha pra menores de 12 anos. Em seu ensaio para a grife, Kaia Gerber parece nada mais, nada menos que qualquer outra modelo posando pra um editorial de revista. Isto é, de criança o ensaio não mostra nada, assim como meninas de 16 anos são pintadas para parecer ter duas vezes suas idades, Kaia parece ter quase 10 anos a mais. Repensando sua decisão, após um mês de repercussão, Cindy anunciou o fim da carreira de Kaia, por enquanto.

Segundo a mãe, ela é muito nova para se dedicar à uma carreira e não há tanto emprego para essa faixa etária. Não sei dizer se o assessor de Cindy é tonto ou simplesmente saiu pra dar uma volta quando ela resolveu esclarecer o acontecido, porque a falta de oferta de emprego pra crianças de 10 anos não é um problema sério, né? Esse tipo de campanha é polemica por diversas razões, mas parece que as que mais as pessoas se apegam é o incentivo à pedofilia.

Sério, eu acho isso grave, mas mais grave ainda é você tirar uma criança de casa, local no qual ela se sente confortável para roubar roupas e acessórios da mãe e brincar de desfilar em frente ao espelho e transformar a brincadeira em trabalho. A mais nova novidade é a entrada da sobrinha de Gisele Bundchen, Duda , de cinco anos, no mundo da moda. Seguindo os passos da tia, literalmente, e “assinando” sua primeira coleção de roupas, Duda é a garota propaganda da Brandili Mundi.

Segundo representantes da marca, ela “assinou” a linha após passar um briefing do que mais gosta para que a coleção fosse feita. Sei que crianças precisam de roupa e os fabricantes precisam vender, mas acho que a tênue linha de divisão entre o bom senso e chafurdar em marketing foi deixada para traz em busca de fama e dinheiro. Ela é uma criança e pode não ver isso tudo como uma responsabilidade, mas precisa expor tanto? A tia dela não aprendeu nada com o titulo de ÜberModel? Uma coisa é você ser uma pessoa vivida, responsável por seus atos e conseguir o emprego dos sonhos, isto é, aquele no qual você é feliz fazendo. Outra é transformar uma brincadeira em obrigação.

Atire a primeira pedra. Sim, quando criança fiz cadastro em agência de modelo, e sim participei de alguns comerciais, o cachê foi um sorvete, mas o trabalho foi simplesmente andar em frente à câmera, nada de 452 takes, arruma a luz, coloca maquiagem, uma única e simples andada. Ao lado do meu irmão e alguns amiguinhos. Uma única vez. Sim, foi divertido e não, não foi um trabalho. E isso é o mais legal, porque foi uma única vez, uma gravação que durou 15 minutos, pra um comercial de meio minuto e pronto. No dia seguinte eu fui à aula, corri no recreio, fiz a lição, joguei queimada, voltei pra casa, brinquei na rua, tomei meu banho e, como pode, ver continuei sendo uma criança. Sem pressão dos pais pra que eu fosse o que eles não foram. Ou de ganhar dinheiro pra alimentar a pança/os luxos da família. Uma coisa é aprender a brincar nos dias atuais, outra é tirar uma parte mega especial da vida de alguém.

É amigo, criança no farol é feio, mas na capa da revista é OK? Melhor rever isso aí!

Moda Não Tão Infantil

via The Gloss

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