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menina moleque

Nunca fui a mais delicada de todas as garotas. Apesar de ser a mais velha de três, sempre adorei brincar com as coisas que meu irmão tinha e das coisas que ele fazia – tirando Comandos em Ação, os bonecos eram pequenos demais, e sejamos sinceros, feios pra burro – andar de bicicleta era minha brincadeira favorita, correr na praça, jogar betsy ou ainda sair na mão com ele e os amigos. Graças a Deus nossos pais não eram tão chatos de proibir de pular na cama deles. Eles não gostavam, é verdade, rolava umas broncas, mas se a gente estivesse quieto passava despercebido. E quer coisa mais legal do que um tatame de molas?

Foi com isso que crescemos. Um tatame de verdade na casa da avó paterna e uma cama de molas em casa. Assim, lutinha era sempre uma coisa muito da divertida. Mesmo eu sendo magrela pela maior parte da vida, sempre dei um pau no meu irmão e nos amiguinhos dele – são dois anos de diferença que contam muito nessas horas.

Mesmo gostando de derrubar os outros, na hora de encontrar uma atividade extra-curricular sempre optei pela dança. Infelizmente, todas as vezes que meu irmão esteve perto de fazer uma arte marcial algo deu errado. Acho que foi sorte a minha, porque provavelmente ele me derrotaria facilmente, ainda mais pensando que por mais de uma vez quase quebrei o bonitinho nariz dele.

Querendo ou não, a “violência” sempre me acompanhou – quem lê pensa, né? – não me entenda mal, sou totalmente a favor da paz, mas nada que um contato físico não dê um jeito no stress, né? Bom, voltando, os canais de esporte sempre foram os meus favoritos. Mas isso não significa que eu era fã de Telecatch ou Boxe. Assistir Mike Tyson ainda assim era um evento. Nunca que eu gostaria de provar a fúria daquele homem, que tinha 51cm de bíceps, tipo OMG.

De qualquer forma, o Pride estava lá de vez enquanto pra eu dar uma olhada e assistir homens 3 vezes maiores que eu serem derrubados com um soco de direita e acordaram no hospital. É dessa época que conheço o Vitor Belfort, o Shogun, Wanderley Silva e tal.
Pois esses nomes voltaram á minha vida após amigos e namorados ficarem vidrados em UFC. Isso me deixou curiosa. Rever nomes que eu via entrar com música de rave, mil luzes e estouros em ringues japoneses me pareceu interessante. E realmente foi.

(continua no próximo post)

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