Mega Rampa

mega sonho

Quem me conhece bem sabe o quão louca sou por esportes radicais. Praticante? Quem sabe um dia. Planos estão aí pra isso, não é mesmo?

A fascinação nasceu com o skate. Se me lembro bem, quando tinha 5 pra 6 anos uma prancha com rodinhas bateu em minha porta. Na verdade, eu bati na dela, já que ela costumava ficar em baixo da cama de um dos meus primos e eu visitava ele sempre. O brinquedo me fascinou, mas medrosa como sou, só me permitia brincar de descer ladeira sentada nele. Já meu irmão, com seus centímetros de altura e 3 anos de idade não se intimidou. Quando percebi, estava com ele, minha mãe e tia em uma loja de acessórios procurando joelheira, cotoveleira e capacete para um menino de pouco mais de 4 anos. Obviamente não encontramos em lugar algum.

Pois é, o menino era visto na família e pelos atendentes de todas as lojas pelas quais passamos como um fenômeno, mas a brincadeira dele durou bem pouco. Algum tempo depois fomos para Maringá, e em algum momento da mudança o brinquedo favorito dele, assim como a minha mini violeta, foram extraviados. Meus pais encontraram na cidade nova uma platinha para mim, mas nada de skate para o Dani.

A possível carreira dele acabou por aí, assim como meu amor pelo skate ficou adormecido. Mas ao contrário da carreira dele, esse amor reascendeu seis anos mais tarde e desde então não me deixou mais. Na verdade a paixão pelos esportes radicais só vem crescendo. Começou no skate, depois o inline foi agregado, então veio o surf e assim por diante. Não me leve a mal, adoro esportes “convencionais”, mas poucas coisas na TV me divertem tanto quanto a chance de acompanhar anualmente o X-Games.

Pois estamos há um dia da abertura da 17º edição do evento e, para variar estou super empolgada. Primeiro, porque mesmo sendo uma coisa anual, para mim é uma “época” especial do ano, dois porque no início do mês tive a chance de ver de conferir de perto uma Mega Rampa e, claro, foi paixão a primeira vista.

Após quase um mês ensaiando o que falar sobre o evento, aqui vai:

Eu na MegaRampa
A sorte bateu na minha porta quando descobri que o site da OiFm estava com uma promoção que levaria ouvintes para o evento. Mesmo assim, apesar da falta de fé, já que nunca fui daquelas pessoas que ganha coisas de mão beijada (isso tem se mostrado uma inverdade ultimamente, thank god) respondi o que me faria encarar os mais de 20 metros de MegaRampa e dropar tudo aquilo. Não lembro da minha resposta exata, sei que tinham algo a ver com palhaços me perseguindo e, dada a minha falta de sorte e a quantidade enorme de coisas a serem feitas diariamente, acabei esquecendo que estava participando.

Quando recebo uma ligação dizendo que tinha ganho um par de ingressos VIP para conferir o evento – Yay! – e tinha de ir busca-los das 14h as 15h no dia seguinte no Anhembi. A emoção foi tanta que ignorei completamente o fato de que dia seguinte seria uma sexta-feira. Confirmei, achei lindo. Fui celebrar, quando me falam, mas você tem de buscar os ingressos numa sexta a tarde? Em São Paulo? Não vai chegar lá nunca, muito menos conseguir voltar.

Neste momento agradeço aos discípulos de Graham Bell pela invenção da bina em celulares. Liguei de volta para a rádio e me informei sobre alternativas de como buscar o prêmio. A única saída era dar à alguém uma carta de próprio punho liberando a pessoa de pegar meus ingressos. Mas o problema não foi solucionado, agora a questão era, quem poderia fazer isto por mim???

É aí que entra o namorado com horários alternativos de trabalho . E o coitado suou, literalmente a camisa, para conseguir chegar lá – aquelas bandas são terríveis para quem é pedestre e depende do transporte público – e após uma aventura pelo outro lado da cidade, apareceu com ingressos e brindes, confirmando que durante dois dias eu ia ver pessoas voarem sem asas.

Que emoção! Tudo é tão maior do que a TV mostra. Menos, é claro, a revelação do evento, o skatista de 14 anos, Mitchie Brusco. Acompanho a carreira de um monte de gente que participou da MegaRampa, mas sem dúvida ver Mitchie brincado como “gente grande” foi incrível, tipo um flashback da primeira vez que vi Travis Pastrana no X-Games, há 13 anos – oh gosh, I’m old!

Anyway, quando o lance é skate consigo ser mais tiete que tudo. Rola uma emoção louca de estar tão perto, mesmo que longe, de Bob Burnquist, Rob Lorifice, Jake Brown, etc, etc. E foi de encher os olhos a chance de estar lá. No passado fui à um Gás Festival no qual Bob andou ao lado do Mineirinho, Lincoln e tal, mas para variar não consegui ver praticamente nada e desta vez foi bem diferente. Não tinha ninguém na minha frente para atrapalhar. Sonho realizado. Lets move on to the next… e o X-Games terá edições no mundo inteiro ano que vem, quem sabe, não é não?

O resultado
Após dois dias de competições Bob acabou a competição em primeiro lugar, seguido por Mitchie que na competição completou não uma ou duas, mas três vezes o famigerado/temido/sonhado 900º. A prata foi para Adam Taylor. A tristeza ficou para o fato de Lincoln ter se machucado na sexta-feira, ficando de fora da competição.

Apesar de não ter conseguido acompanhar de perto a parte do evento dedicada ao BMX, os atletas da modalidade fizeram a alegria de todo mundo assim que a competição de skate foi finalizada. Com nomes como Steve McCain, Anthon Napolitan e Vincent Byron mostraram que dá sim pra alcançar as alturas montado numa magrela. Destaque para o brasileiro Douglas Leite que venceu a competição de Big Air, tendo ido mais alto que todos os outros atletas.

Plus…
O @outros500 esteve por lá e foram representados por @AdanStokinger uma galere e meu querido e sempre saudoso @rafaort. Só mesmo ocasiões inusitadas pra eu esmagar ele!

Que bad…
Pensei e repensei sobre falar isto aqui, mas não tem jeito. É para ser dito. Sou total a favor da inclusão dos esportes radicais e quanto mais atenção o skate, bmx e tantas outras modalidades tiverem, mais os atletas ganham, os fãs ganham, patrocinadores e assim por diante, resultado final: todos ficam felizes, certo? Certo! Mas isto tudo só é legal a partir da premissa que a coisa tem de ser feita bem feito, isto é, realizada de maneira responsável.

Tô falando isto, porque algumas televisões… ah, falemos abertamente, a coisa é com você dona Globo. Aplausos pela iniciativa de dar espaço ao esporte, mas o que é esse negócio de meter o bedelho na programação do evento? Depois choraminga e rebate acusações de que não decide os horários dos jogos.

Pois é, domingo era o dia em que as coisas eram conclusivas, isto é, notas das sessions de sábado seriam somadas às de domingo e conhecermos assim os vencedores do evento, atletas e público tiveram de esperar, e esperar, e esperar mais pelos momentos nos quais os flashs ao vivo seriam apresentados.

Legal? Aposto que ninguém achou, mas quem se deu mais mal foram os skatistas. Porque aquecimento é psicológico e concentração, desnecessária, afinal é esporte de baderneiro, né?
O resultado dessa fuzarca no evento, que antes acontecia perfeitamente, foi que o show prometido à quem estava em casa não aconteceu, e quem estava no local, viu o rendimento dos skatistas ir rampa a baixo. Foi com apresentações mornas e mil tentativas sem sucesso que a Globo presenteou a todos em pleno ápice da competição.

Por esta, eu, quem assistiu de casa e quem dropou podíamos ter passado sem, viu Tiago e equipe. TV ao vivo é complicado, sei bem, então bora treinar mais para fazer bonito no ano que vem?

Anúncios

Um comentário sobre “mega sonho

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s