Brad Renfro

it’s just a shot away

Meus heróis morreram de overdose. Cazuza cantou isso há milênios. Amy morreu este fim de semana e isso pode ou não ser mencionado aqui depois, mas hoje é dia de lembrar de outra pessoa que se foi.

Provavelmente sou a única que se lembra de Brad Renfro – ok, a Maria também deve se lembrar – e ficou mal quando ouviu a notícia de que ele tinha morrido, mas é a vida.

Passei boa parte da minha vida em frente a TV. Por anos dividi meu tempo entre brincadeiras ao ar livre a programação de filmes da tv a cabo e nesse meio tempo devorei horas e horas de filmes, o que me fez conhecer uma porção de gente que você já deve ter visto em mil filmes, mas nunca se preocupou em saber o nome.

A primeira vez que vi Brad foi em “O Cliente”. O longa foi sua estreia, e que estreia! Com apenas dez anos de idade, o menino que nunca tinha atuado fez Mark Sway, papel criado por John Grisham, ganhar vida. Dirigido por Joel Schumacher, o garoto estrelou o thriller sobre um garoto que testemunha o suicídio de um homem, e começa a ser caçado seja pela polícia quanto a máfia para quem o homem trabalhava.

Depois disto ele atuou no drama “A Cura”. No longa, ele trabalha ao de Joseph Mazzello e Annabella Sciorra, e vive Erik um garoto que parece não querer nada da vida até ficar amigo de Dexter, garoto que se muda para a sua vizinhança e tem uma saúde precária por ser portador do vírus HIV.

Em sua breve carreira, Brad também fez parte dos filmes “Sleepers: A Vingança Adormecida” (1996) e “O Aprendiz” com Ian McKellen (1998), ambos chamaram a atenção do público por suas tramas provocativas.

E também atuou em “Inocência Perdida” (2001), “Ruas Selvagens” (2002), “Camisa de Força” (2005), “Esquina da Morte” (2006). Seu último trabalho foi “Informers: Geração Perdida”. O trabalho, dirigido por Gregor Jordan, foi lançado após a morte do ator.

Precoce, Renfro foi preso aos 15 anos, junto com seu primo de 19, acusado pela posse de drogas. Estava aí o primeiro indício de que se não se cuidasse as coisas não terminariam bem para ele. Esta foi apenas a primeira das cinco passagens pela delegacia, todas incluindo posse de drogas. Sendo a mais famosa delas foi em 2000, quando foi capturado pela polícia ao tentar roubar um iate.

Brad morreu aos 25 anos. Ele foi encontrado morto em sua casa no dia 15 de janeiro de 2008. De acordo com informações da polícia, sua morte foi acidental, causada pelo excesso de heroína e morfina em seu organismo.

Uma carreira de sucesso interrompida por sua morte. É fácil ficar buscando motivos e culpados a esta altura do campeonato, mas não adianta para nada, afinal ele já se foi. Se estivesse vivo, hoje completaria 29 anos.

Confira a última entrevista dada por Brad.

2 comentários sobre “it’s just a shot away

  1. Osvaldo Tsutomu Higa disse:

    Paula,
    Artigo como este é importante por trazer à tona e destacar certas pessoas que se foram e, por alguma razão, caíram na amnésia midiática.

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