com que roupa eu vou?

Apesar de ser uma garota “básica” – viciada em jeans e camiseta – moda sempre me interessou. Quando era criança tinha um gosto mais duvidoso/livre, lembro de amar um conjunto branco de lycra com bolinhas pretas e botões dourados que vinha com camiseta de manga cumprida e legging, na época fuso.

Por mim vestia ele todo dia. Nos finais de semana, lembro de subir após o café tirar o pijama correndo pra quando minha mãe chegasse e fosse escolher minha roupa eu já estivesse vestida. Mesmo se estivesse um calor de 35°C. Minha mãe tentava negociar comigo, fazia de tudo para eu trocar de roupa, mas eu adorava vestir minha meia calça por baixo, colocar a bota branca e jurava de pé junto que não estava com calor.
Tadinha de mim, fingia e achava que enganava ela, que via minha testa ficar molhada de suor.

Fui morar no noroeste do Paraná, e apesar de Maringá ser a cidade mais arborizada do mundo, pelo menos era nos anos 90, o clima de lá é bem cuiabano. Praticamente 10 meses do ano convivíamos com noites de 25ºC e dias de quase 40ºC. Lá não tinha como usar minha roupa favorita, fosse pelo calor, quanto pela cor que as roupas ficavam após um tempo. Tudo que é branco lá ficava vermelho, culpa da terra “vermeia”.

Fui crescendo e continuei me interessando por moda. Me joguei na era dos neons já que sempre fui mais adepta do estilo esportista, na vida e no quarda-roupa. Sendo assim tinha e ainda tenho horror aqueles tamancos com tachas… Deos me livre e guarde.

Depois o grunge apareceu na minha vida. Mesmo no calor de Maringá foi lá que comprei minha única camisa xadrez de flanela. Ela vive até hoje e ultimamente tem saído bastante do armário. Então aos 13 anos conheci o preto, o que me fez abolir as cores dos cabides. Depois de algum tempo veio a moda skatista. E meu figurino dia após dia era calça big, jeans ou caqui, com camiseta de estampa enorme, tamanho G.

Os familiares tentaram de todos os jeitos, davam de natal e aniversário blusinhas que hibernaram em meu armário por diversos anos. Até que aos 16 resolvi voltar a dupla jeans e camiseta, mas agora babylook. Ouvi até de tias e primas, que vibravam por eu “finalmente mostrar o corpo lindo que Deus me deu”. Haja paciência!

Vestidos não uso há anos, assim como saias. Só mesmo na praia ou em alguma super data, como um casamento. Mas é minha opção, respeite. O povo lá de casa aprendeu!

E deixo claro, só porque não uso algo não quer dizer que não goste. Na mesma época em que fiz a transição do neon para o básico, comecei a me interessar seriamente por “roupas”. Foi a mesma época da vida na qual me joguei em revistas de garotas como Atrevida e Capricho. Sempre adorei os editoriais de moda, mais ainda quando as páginas mostravam só as peças de roupa, assim era bem mais fácil pra imaginação ir juntando as coisas do jeito que eu queria.

continua…

9 comentários sobre “com que roupa eu vou?

  1. Lucano disse:

    Você tá certa, Jeans & camiseta roqueiam. Acho que eu vou ser jeans e camiseta pra sempre. Agora até me arrisco numas camisas mais bonitas, mais adultas, mas fico muito estranho.
    o blog como sempre, delicioso, parabéns

    • paulinha mihuda disse:

      É sempre bom tentar coisas novas e saber enxergar quando elas caem bem né?
      Mas também é importante estar aberto para novidades, porque às vezes o estranhamento vem de nós mesmos por ela fugir do “nosso padrão”!
      Ah, brigada Lucano!!! :)
      beijinhos

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