entre traços e rabiscos

Acho que já comentei aqui que sou completamente apaixonada por canetas e cadernos.

Não lembro quando isto tudo começou, mas acho que posso culpar meus pais por tal fato. Uma das lembranças mais antigas que envolve minha mãe e artigos de papelaria é o afeto que ela tem por uma lapiseira. O sentimento é tão grande que ela sempre fez questão de avisar Deus e o mundo de que a lapiseira era dela e não era para ninguém, mas ninguém mesmo, colocar a mão.

Eu ficava besta com tamanho carinho e zelo que ela tinha com a tal lapiseira que às vezes abria a gaveta na qual ela ficava guardada só para admirar.
Ela que não me leia, mas nunca achei a lapiseira dela muito bonita. Afinal, para uma criança de cinco anos, legal mesmo são coisas coloridas, de preferência com bichinhos. De qualquer forma, com o tempo aprendi a também gostar da lapiseira, que de fato não é qualquer uma. Se trata de um item alemão usado para desenho e sua caixinha de grafite 0,7 era bem cara. Após alguns anos, quando mais grandinha, minha mãe me deu uma chance e até deixou que usasse a bendita por diversas vezes. E com isto aprendi, que apesar de não ser decorada de bichinhos ela é uma delícia de usar.

Quanto aos cadernos culpo ambos os pais, minha mãe sempre precisou de um caderninho e ai de quem ousar pegar para rabiscar – a Maria que o diga! Assim como ela, meu pai também sempre se cercou de escrevidores e papéis, seja por conta da profissão ou por puro prazer. Os dois sempre foram muito bons na hora de preencher folhas brancas com cores, desenhos, idéias e palavras.

Desta forma, acho que não cai longe dos “pés”, certo?
Estou contando tudo isto para falar dos meus presentes de natal. Após ganhar do chefe um vale-presente iniciei minha busca por algo que me agradasse.

Normalmente quando quero uma coisa sou muito decidida, mas esta decisão só é tomada após muita pesquisa e avaliação de prós e contras, pois se tem uma coisa que odeio no mundo é sentir que gastei dinheiro a toa.

Assim, passei quase um mês xeretando no site da loja para ver o que poderia levar para casa. Enrolei, enrolei, mas não me contive e acabei torrando meu crédito em, o que mais, senão canetas e cadernos.

Na hora de fazer a compra me vi cercada de mães enlouquecidas atrás de tudo o que as listas dos colégios pediam para a hora que seus filhos voltassem às aulas. Mas foi com as filhas que alcançavam tudo o que as prateleiras tinham de mais bonito que me identifiquei.

E nesta brincadeira eu não poupei. Na verdade até tive de inteirar a conta, mas saí da loja feliz da vida levando para casa um sonhado Moleskine, mais dois cadernos com folhas coloridas, além de um conjunto de canetas Stabilo. Sei que gastei tudo em “material escolar”, mas hoje sou uma criança feliz!

A gente amadurece, mas tem coisas que levamos conosco para sempre.

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8 comentários sobre “entre traços e rabiscos

  1. Lucano disse:

    Eu já ia comentar com um “que texto fofo…” , mas quando vi o comment do seu pai, dei um sorrisão daqueles que a gente dá quando vê filhote de gato ou bebê comendo algodão doce, sabe?
    Então vai: “Aaaaaaaaaahhh, que fooooooffffoooooo!!!!

    Me amarro no seu blog

  2. Nessa. disse:

    Ai que lindo, Paulinha!
    Eu piro tb em papelaria, sabe…
    Mas me impressiono hj com o preço de canetas comuns… o.O
    Desabafo a parte sei como é comprar algo de mimo para nós. uma delicia!
    Preciso fazer mais isso. hahahaha

    Beijo, querida!!

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