grand finale

Como estava previsto, ER acabou semana passada (aqui no Brasil) aós uma temporada tensa, aonde os roteiristas não deram uma colher de chá, fazendo com que episódio após episódio eu lembrasse que o fim estava próximo. E mesmo tendo o final como algo consciente, o fato foi que isso não fez das despedidas dos personagens ao longo da temporada mais tranquilas. Isto somado aos casos que não deixaram de ser dramáticos tornaram difícil não manter a compostura em cada um dos 22 capítulos. Assisti-los foi quase que uma tortura. Mas isso foi importante para eu me preparar e não chorar como uma criança assim que a porta do County se fechasse para sempre. Foram anos e mais anos acompanhando médicos, casos, tramas e dramas, mas assim como eles eu estava pronta para virar a página.

Momentos marcantes tiveram de sobra, então ao invés de ir atrás de cada episódio para relembra-los, vou usar minha péssima memória, assim não faço deste texto uma bíblia.

(mode spoiler ON)
A aparição de Dr. Ross e Carol Hataway, que no final não reencontraram nenhum de seus ex-colegas – o que criou uma tensão durante o episódio inteiro e algo que eu queria muito ver – o que fez do capítulo mais verídico. O transplante de rim bem sucedido pelo qual Carter passou (se eles tivessem matado ele, eu morria junto). Morris mostrando que não só amadureceu, mas também sabe cantar – performance memorável ao lado de Stamos que mostra seu lado musical desde antes de Full House. As reconciliações de Neela e Ray (que por mais aberto que tenha ficado o assunto deu um consolo para o coração) e da Sam com o Gates. A redenção de Rachel (Hallee Hirsh, 2001-2004), filha do Dr. Greene que desde a 8ª a 11ª temporada foi a garota problema.
(mode spoiler OFF)

Antes do fim propriamente dito a Warner deu de presente aos fãs duas semanas especiais. A primeira contou com episódio duplo – antepenúltimo e penúltimo seguidos – sem dar tempo para respirar. Já outra última contou com um programa especial aonde atores que fizeram parte do programa deram seus depoimentos antes do episódio final. Até ai me dou os parabéns, pois fui forte e não me rendi ao choro. Mas obviamente as lágrimas iriam aparecer, e resolveram fazê-lo no momento em que ouvi a música da abertura que pela última vez soaria como inédita. Porque apesar da minha fidelidade à série, há uma porção de capítulos que deixei de assistir durante todos estes anos, mas sei que mesmo quando for um destes que estiverem passando na televisão a emoção nunca será a mesma. De um jeito ou de outro sempre terá aquele clima de reprise.

O que me surpreendeu foi o fato de que me vi satisfeita com o grand finale e o destino que cada um recebeu, já que é natural “sonhar” com desfechos diferentes para os personagens após acompanhar por tanto tempo a série.

(mode spoiler ON)
Falando agora sobre a cena final. Reunir todos os personagens que permaneceram em frente à entrada do hospital na espera por vítimas de um incêndio foi um belo jeito de dizer adeus. Principalmente porque deu um ânimo novo, fez o coração bater forte e então as câmeras iniciam um fade-out. Neste momento deu uma dorzinha coração. Não porque era “o fim”, mas porque eles fizeram de uma forma em que não foi o fim para eles e sim um fim para mim. Explicando melhor: quando a série começou foi como se me convidassem a ver de perto como eram suas vidas e trabalho e o fim foi como se este convite houvesse expirado. Como se eu também fosse um dos personagens que estava deixando o lugar. Por um lado isto foi bem triste, mas por outro fechou um ciclo de forma bem natural.
(mode spoiler OFF)

Curiosidades:
– O roteiro que deu origem ao episódio piloto da série foi escrito por Michael Crichton em 74, e baseado nas experiências que ele vivenciou quando trabalhou em um pronto-socorro. E no total, a série contou com 15 temporadas, divididas em 331 episódios. Infelizmente o criador da série Crichton faleceu em 5 de novembro do anos passado de câncer, cerca de cinco meses antes das gravações finais da série

– O episódio piloto de ER foi gravado em um hospital de verdade, o Linda Vista Community Hospital, em Los Angeles, por conta do baixo orçamento da série, que ganhou seu próprio set após o sucesso que o mesmo piloto fez

– Inicialmente Anthony Edwards recusou o papel do Dr. Mark Greene, pois iria dirigir um filme. Como as gravações do longa foram adiadas, ele acabou aceitando participar do piloto

– A princípio a personagem Carol Hathaway, interpretada por Julianna Margulies, deveria sofrer morte cerebral no episódio piloto, mas devido a pesquisas de audiência a enfermeira foi “ressuscitada” e virou parte do elenco regular

– Noah Wyle nasceu em 04 de junho de 1971, já seu personagem Dr. John Carter nasceu no mesmo dia, mas um ano antes – 04 de junho de 1970

– Sherry Stringfield, Dra. Susan Lewis, foi a primeira integrante do elenco original a deixar o programa. Stringfield alegou que sua vida pessoal fora deixada de lado por conta do exaustivo ritmo de gravações. Isto aconteceu na terceira temporada, pouco antes do elenco inteiro receber um aumento considerável em seu salário para evitar outras baixas. Sherry retornou na 8ª temporada (2001), mas deixou ER novamente quatro temporadas mais tarde por conta de brigas com os produtores referente à importância de sua personagem

– Foi vivendo o pediatra “rebelde” Dr. Doug Ross que George Clooney se tornou mundialmente conhecido, apesar de já trabalhar como ator há mais de 12 anos. Clooney ficou em ER de 94 a 99

– A morte da estudante de medicina Lucy Knight na 6ª temporada, papel de Kellie Martin, foi escrita, pois a irmã da atriz estava doente em fase terminal e o trabalho em um seriado médico era perturbador para ela

– Durante os anos o programa contou com dezenas de convidados especiais como Ewan McGregor (97), Alan Alda (2000), Danny Glover (2005), Steve Buscemi (2008) e Susan Sarandon (2009)

ER também foi um dos primeiros trabalhos de atores hoje conhecidos, caso de Lucy Liu de As Panteras, assim como George Eads e Marg Helnberger, ambos de C.S.I.

– Dentre os atores convidados, dois levaram para casa o Emmy de Melhor Ator/Atriz Convidado(a) Em Uma Série. A primeira foi Sally Field, em 2001, como Maggie Wyczenski, a mãe bipolar da enfermeira / Dra. Abby Lockheart (Maura Tierney). O segundo foi Ray Liotta, em 2005, que viveu um alcóolatra prestes a morrer

ER foi indicado 123 vezes ao Emmy, tendo o record de série com maior número de indicações da história do prêmio. Levou apenas 22 destes prêmios, com uma media de um prêmio por ano, de 1995 até 2005, com exceção de 2004. Outro marco foi o fato de ter sido indicado ao People’s Choice Award por “Série de Televisão Dramática Favorita” todo ano, de 1995 até 2002. Dentre outras premiações a qual foi indicado e vencedor estão: Image Awards, Screen Actors Guild Awards, GLAAD Media Awards e Golden Globe

– Goran Visnjic foi quem batizou seu personagem de Luka Kovac, pois produtores não conseguiram achar um nome croata para ele. O ator então uniu o nome de seu sobrinho Luka e de seu melhor amigo Kovac

– Parminder Nagra, que deu vida a Dra. Neela Rasgotra, foi chamada para ER após o produtor John Wells ter assistido Driblando o Destino (Bend It Like Beckham, 2002), filme no qual é uma jogadora de futebol inglesa e contracenou com Keira Knightley e Jonathan Rhys Meyers

– De acordo com David Zabel, produtor executivo de ER, o Dr. Ray Barnett, vivido por Shane West, reaparece em episódios da última temporada da série devido a inúmeros e-mails de fãs insatisfeitos com o fim antes dado ao relacionamento dele com Neela

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