histórias para um livro em uma semana

Cap.2 – A viagem (parte 1): Quando um chiclete salvou o final de semana

Após o susto que recebi na quarta-feira e tendo em vista que o tempo era escasso encarei o meu desgosto pela novidade por um bem maior, que significava sair de São Paulo e ir ver o mar após ficar um ano longe dele.

Para variar zoniei mais o quarto para arrumar a mala, um exercício que para mim nunca é direto e acabou tomando muitas horas da minha noite de quinta-feira.

Eis que sexta-feira chega. O tempo ruim da uma trégua e até o otimismo resolve aparecer. Entro no carro e a primeira notícia. Ele deveria ter passado a tarde no mecânico, mas o mesmo não estava em sua oficina, não tinha hora para voltar. Assim viajaríamos na manhã e rezando para que não houvesse muito trânsito e que o frio da serra ajudasse para que o carro não esquentasse.

Uma pena que o universo resolveu não cooperar, e o trânsito que estpavamos prevendo para a estrada, já que era o primeiro final de semana com um tempo descente, nos pegou muito antes. Foi cerca de uma hora parados a caminho da estrada…

A primeira e única parada da viagem aconteceu logo após o primeiro pedágio, para que pudéssemos comer e esticar as pernas antes de enfrentar a verdadeira jornada. Com o estômago cheio e sentindo que havia sido roubada (mais uma vez) pela rede de fast-food mais conhecida do mundo (prestem atenção que os preços variam de acordo com a loja) vejo o “sogro” que há mais de meia hora se encontrava em pé, olhando curioso para o motor do carro.

E uma nova notícia para alegrar o dia, o reservatório do carro estava furado. O pior este nunca havia sido o problema do carro, e provavelmente aconteceu mais cedo, durante a visita ao mecânico. O que se fazer nesta situação, estando quase no meio do nada, longe de casa e da praia, sem um mecânico a vista? Tenho certeza de que MacGiver daria um jeito. E esta foi a mesma idéia do “sogro”. Munido de uma supercola e um pedaço de saco plástico ele passou bons minutos tentando fazer com que o saco fechasse o buraco do reservatório e com mais cautela seguíssemos viagem. Infelizmente a idéia não deu certo. Aí o instinto falou mais forte. “Sogro” tira o chiclete que está mastigando e tapa o buraco. Em seguida envolve tudo com o saco plástico e recoloca o reservatório em seu devido lugar. Enche de água e tcharan sem um pingo de vazamento.

Agora com namorado no volante e as atenções voltadas para o ponteiro de temperatura do carro voltamos à estrada, desta vez estava tranqüila, e em cerca de uma hora e meia chegamos a nosso destino. O melhor de tudo? Quando abrimos o capô do carro, nem o chiclete e o saco plástico derreteram na descida da serra, na verdade, ambos estavam são e salvos, intactos quando chegamos à Juquehy.

Moral da história: Mentos versão chiclete é versátil!

Anúncios

2 comentários sobre “histórias para um livro em uma semana

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s