histórias para um livro em uma semana

Cap.I – Uma Simples Ida Ao Cinema

Sou uma pessoa normal, mas as vezes sinto como se os deuses, mas pera, não qualquer tipo de deuses, aqueles mais dramáticos, sim, os gregos, resolvessem pegar no meu pé para ver o quanto eu consigo aturar uma situação.

O novo filme da série Harry Potter estreou no início de julho, mas claro que diversas situações me impediram de ir ao cinema. Trabalho, porque não é qualquer um que pode largar tudo para ir ver o filme com os irmãos as 11 da manhã, né? Dinheiro, prefiro nem começar a elaborar  o quão absurdo eu acho o preço do cinema atualmente. Tempo, parece que tudo se multiplica, menos o tempo que eu tenho para mim mesma. Após algumas semanas em cartaz escolhi a quarta-feira do dia 5 e disse a minha mesma que aquele seria o dia no qual eu finalmente assistiria o filme.

E não é que tentaram me impedir de verdade?

Depois de uma pesquisa tecnológica de local, preço e horário, o escolhido foi o Shopping Frei Caneca. Essa foi a parte mais fácil de tudo. 

Foram cerca de 40 minutos de trânsito. Boa parte deste tempo fiquei parada na Paulista que supostamente as 20h de uma quarta-feira de ferias prolongadas já deveria estar mais liberada, com uma pessoa praguejando ao meu lado, em um carro bacana mas que teimava em esquentar e consequentemente me preocupava, e um frio do lado de fora louco para gelar a espinha.

Apesar de estar um pouco atrasada continuei otimista. Cheguei no shopping mais que em cima da hora, assim as salas de cinema nunca pareceram tão longe. Foram lances de escadas rolantes que pareciam não ter fim. E quando chega a minha vez de comprar o ingresso a moça diz: “O filme já começou. Faz 25 minutos somando os traillers”. Foi neste momento que a raiva, aquela que estava escondida esperando para emergir, apareceu naquela noite pela primeira vez. Então, restou a mim sair espalhando maldições a todos que cruzaram meu caminho olhando torto. E foi assim do cinema até o carro.

Prevenida do jeito que sou, ainda tinha na bolsa o papelzinho com as alternativas de onde e que horas poderia ver o filme. Então corre para outro shopping, porque o filme começaria em outros 40 minutos. Desta vez a Paulista colaborou, afinal já eram 21h30.

E durante o trajeto eis que uma bomba é solta. A viagem para a praia que estava marcada para o final de semana estava de pé, mas pessoas inesperadas foram convidadas. Tão convidadas que no momento em que soube da novidade, elas já se encontravam na praia. Não sou uma pessoa que odeia, mas meu humor foi destruído com a notícia de que um dos motivos que eu esperava ansiosamente para relaxar na praia, na verdade estava lá esperando por mim.

O fato me pegou tão desprevenida que perguntei umas 10 vezes se aquilo não era pegadinha do Malandro, brincadeira de mau gosto, ou algo do tipo.

Depois disso o esforço que tive de fazer para trazer a alegria de volta a minha vida, após trânsito, uma ida furada ao shopping e saber que um dos motivos de eu querer fugir da cidade estaria me esperando na praia, foi quase desumano, mas deu certo. Entrei no shopping e rumei diretamente ao guichê do cinema e sem enfrentar fila comprei o ingresso. Tudo em um ritmo tão frenético que quando vi, ainda faltavam 20 minutos para o filme comecar e eu ja estava quase entrando na sala. Respirei fundo e vi que um sorvete seria perfeito para passar o tempo e esfriar os animos. Espero na fila da famosa casquinha por 10 minutos para, na minha vez, a moça dizer: tem que pegar a ficha no outro caixa.

Sorte a dela que meu Harry Potter já estava garantido! A primeira coisa que me veio a mente? Michael Douglas em Um Dia De Fúria. Que vontade de esfregar no nariz de quem quer que fosse que o cliente é quem tem a razão, pelo menos uma vez na vida.

Vou para outra fila bufando e  quando olho para cima vejo aquelas plaquinhas que tem em todas as lojas deste tipo, com a foto e nome dos funcionários exemplares…

(Um lembrete importante, é nos detalhes que encontramos o dedinho dos deuses brincando com a nossa vida…)

… e minha surpresa quando em baixo de duas fotos os nomes Michael e, é claro, Douglas.

A partir disto só pude rir, e muito. Peguei minha casquinha, entrei no cinema 5 minutos atrasada, mas ainda na hora dos traillers e vi feliz a Harry Potter e O Enigma do Príncipe.

Minha opinião do filme fica para um outro dia.

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8 comentários sobre “histórias para um livro em uma semana

  1. Dark disse:

    Sendo perseguida pelos deuses gregos? Tem minha simpatia e compreensão, se bem que era Harry Potter, acho que eles queriam te fazer um favor. hahahahaha

    Mas espero que pelo menos a praia tenha sido boa, mas eu afogaria a pessoa e quem convidou.

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