entrevista do mês: rodrigo

Rodrigo Senna
A vida é bem engraçada, ainda mais com encontros e desencontros, assuntos que sempre dão boas histórias. Conheci o Rodrigo há oito anos. E sendo uma geração que vem aprendendo a cada dia com a Internet, a primeira vez que conversamos foi através de um chat, provavelmente da uol. Na época, quando as pessoas ainda usavam o saudoso ICQ, tc era o máximo. Não lembro bem porque começamos a conversar, mas a identificação foi imediata.

Rodrigo assim como eu adora skate, a diferença é que ele anda e eu não. Ele adora música e nos encontramos no gosto eclético/esquizofrênico e no amor pela Björk. E pela fotografia também.
Apesar desse tempo todo de amizade e conversas, fomos só nos conhecer mês passado. E a surpresa foi que não sofremos com silêncios embaraçosos e falta de assunto. Pelo contrário, a identidade está no gosto pelas coisas e na tagarelagem também. Falamos por horas e horas e claramente que o assunto nunca acabou. A visita dele foi ligeira, e ele voltou para cidade maravilhosa na mesma noite que nos conhecemos. Hoje, de volta a rotina, cinco horas de viagem que nos separam, mas desaparecem assim que o MSN está ligado.
Por conta da grande demanda de trabalho e a rápida passada que deu em São Paulo, a entrevista com o Rodrigo saiu um pouquinho atrasada, mas ainda vale por julho. Fotos em breve!

Nome completo: Rodrigo Senna de Carvalho
Nome artístico ou a.k.a: na área de vídeo me conhecem como Senna mas como vj estou reentrando como Grundy
Data de Nascimento: 10/11/79
Onde Nasceu/ Mora: Subúrbio do Rio de Janeiro
Profissão/Ocupação: Designer Motion

– Gosto pessoal…
Música…
Estilo de Música: Muita coisa mas vou nos que estou auvindo mais, UI, Wilson Simonal, Jorge Ben, Daft Punk, Flaming Lips. Indie, funk, e muito mais…
Artista: Jorge Ben quando mais novo que mandava muito
Banda: Flaming Lips
Música-Tema: “Do You Realize?”, Flaming Lips
Última canção que ouviu? “Fela Kuti” – Lady

Cinema…
Estilo de Filme: Sem estilo definido
Filme: Garden State, Zach Braff – tem uma boa fotografia
Ator/Atriz: Natalie Portman
Diretor: Michel Gondry
Último que assistiu? Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen

Televisão…
Estilo de programa: Não tenho um estilo definido, a diversão é passar os canais
Programa: As Aventuras de Flap Jack, ilustração sensacional com as histórias de morrer de rir
Personagem / Apresentador: Flap Jack, de As Aventuras de Flap Jack
Último que viu? LAB MTV Clássicos

Livro…
Estilo de livro: Sem estilo
Livro (com autor): Sem um preferido também
Personagem (livro e autor): Não
Autor: também Não
Último que leu? Bolo Bolo

Geral…
Cor: Escuras
Estação do Ano: Verão mas sem muito calor
Local Favorito: Parque Laje
Algo que adora fazer? Dar um rolé de skate

– Perguntas Gerais…
O que sonhava em ser quando criança?
Por incrível que pareça quando era criança via TV e falava para o meu pai que contava das aberturas de programas e efeitos especiais. Tinha me esquecido disso. (risos)

Quando “decidiu” sua profissão? Por que?
Assim que terminei o segundo grau e um amigo já fazia uns trampos de vídeo e design foi me mostrando os trabalhos e me interessei e vi que era isso que eu queria.

O que os pais/família acharam da decisão?
Bom, investi em um curso de after effects e estava fazendo faculdade de desenho industrial. Quando terminei o curso decidi sair de casa no risco e sem grana. Mas deu tudo certo! Minha mãe não entendia oq era essa profissão mas abraçou a idéia. Hoje em dia ela quer que eu ajude ela num trabalho ou outro pra ensinar aos alunos de primeiro grau (risos).

Quem admira em sua área de trabalho?
Michel Gondry. O cara é fantástico com as idéias. E também o Nando Costa um ótimo designer em motion.

Na vida pessoal possuí alguém que seja um exemplo para você?
Pó tenho tantos amigos que para mim são exemplo, vou citar dois. Wilson Domingues, da zerovinteum skateboardmidia e Felipe Motta, ilustrador.

– Questões Específicas
Qual a importância do som e da imagem na sua vida?
Bom , a imagem e o som sempre andaram juntas, mas hoje a evidência e o reconhecimento dessa junção é maior. E sabe como é, vendo Tom & Jerry durante a infância da para imaginar a grande influência da imagem e do som na minha vida (risos).

Deixando de lado o profissional, você conseguiria escolher um dos dois como prioridade?
O vídeo logicamente. No processo de criação, sempre tem algo diferente acontecendo.

Qual trabalho que você fez que teve maior reconhecimento?
De VJ foi a projeção que fiz para o Furto, do Marcelo Yuka. Foi sensacional ao ponto da platéia e a banda virar de para trás pra bater palma para nós. E com clipes tem “Lama” do Luxúria, “Flores nas encostas dop cimento”, do Furto e “Suplica Cearense” d’O Rappa.

Você também faz performances como VJ, que eh um trabalho diferente do que vemos os VJs de televisão fazendo. Explique como um VJ trabalha.
Os VJs da televisão não são realmente VJs, são apresentadores pois eles não montam sets de imagens ou clipes e tal. O VJ de festas geralmente faz um set para unir com a performance com os DJs.

O que você costuma tocar e como escolhe o repertório?
Ultimamente tenho feito propeção para o Xará, ex-integrante do Quinto Andar, é um som hip hop mas está sendo bem interessante. Geralmente quando apresento com banda meus repertórios são acertados de acordo com a muusica e se for em festa eu costumo pesquisar de acordo com o tema da festa.

Entrevista realizada no dia 03/08/2009

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Série Entrevistas – Entrevistados Anteriores:
– Fevereiro: Filip
– Março: Thiago
– Abril: Vanessa
– Maio: Victor
– Junho: Gleice

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