maratona musical – part.III

Depois de meses e mais meses tentando terminar de escrever esta saga… ai vai.

Não sei se é a falta de álcool no corpo ou a idade chegando mas atualmente festivais acabam comigo. A princípio fico ansiosa demais. Mal posso esperar para que as apresentacoes comecem, fico preocupada procurando um lugar onde consiga enxergar o palco. Quando o primeiro acorde é tocado vem aquela emoção, finalmente começou, agora é a hora. Quando me vejo estou la, feliz da vida, animada, curtindo a música. O próximo momento estou capenga, morrendo de dor nas costas, pedindo arrego e querendo nada alem da minha cama. Foi assim no Tim de 2007 e no Planeta Terra do ano passado. Mas como o testo se trata do final da maratona que aconteceu em outubro de 2008, vamos lá.

Eu realmente não queria que o show do Kaiser Chiefs acabasse. Apesar da muvuca que se encontrava ao meu redor, dos empurrões e suas consequências que eu viria sentir no dia seguinte. A energia era muito boa, o show foi realmente muito bom, mas como tudo na vida teve seu fim. Então fui rumando para a saída quando reencontrei a Bel e sua amiga Fabiana que me deram uma carona, mas o chegar no carro foi quase que uma via sacra. Como já disse, alem de ser longe do mundo, tudo na Villa dos Galpões é meio longe, incluindo o estacionamento. E essa ultima caminhada do dia eu fiz praticamente no automático.

Demorou mas chegamos, e nada é mais desejádo neste momento do que o sentar. Tirar toda aquela pressão das pernas, respirar fundo sem sentir que o corpo vai desmoronar. Com o esqueleto devidamente ajeitado no banco, rumamos em direção a civilização. Extremamente agradecida me despedi das garotas e entrei em casa, tentando ignorar que alem de moída precisava de um banho. E quando vi, cadê o celular que estava na minha mão? Liguei para ele, mas ninguém atendeu. Cansada demais pra ficar realmente preocupada, fui tomar uma ducha veloz, conformada com o fato do meu telefone estar passeando pela cidade, para a seguir cair na cama.

Acordei umas 11h da manha e tentei assimilar tudo o que tinha acontecido. Liguei para o meu celular e nada. Quando de repente o telefone toca e é a Bel. Ela achou ele de manha e queria saber como fazer para me devolver. Combinamos que eu iria busca-lo no prédio dela depois do almoço. Assim sai de casa umas 15h, crente que daria tempo de chegar em Perdizes e estar de volta antes do… pasmem, show do Maroon 5.

Apenas o exercício de lembrar de tudo isso agora fico cansada, e mal sabia eu que esta pequena ação engoliria o meu dia. Peguei o primeiro ónibus e cheguei sem problemas a Av. Paulista. A segunda condução não demorou muito a vir e desci no ponto que ficava logo em frente ao lugar aonde deveria ir. O trajeto demorou cerca de uma hora, com a espera pelo segundo onibus inclusa. Com celular resgatado estava pronta para o retorno.

Eram quatro e pouco e estava eu tranquila esperando para voltar para casa. As 15 para as 17h já estava cansada, mas esperançosa com a chegada da hora cheia que na minha visão significava mais onibus. E passaram sim vários, mas nenhum que eu conhecesse, ou soubesse ate onde poderia me levar. O show estava marcado para as 21h, então eu estava confiante que tudo daria certo, que apesar da correria eu conseguiria tirar um tempinho para colocar os pés para o ar. Que ingenuidade a minha, nê? E com o tempo passando a quantidade de onibus que já era escassa caiu bruscamente.

Só consegui pegar um onibus que me deixou no metro as 18:15. Ai toca pra estação mais perto de casa, que não é realmente perto, o que me fez pegar mais um onibus. Quando estava chegando em casa, eram já oito e pouco da noite. O que eu fiz? Desci a rua onde moro, virei a esquina e fui esperar a primeira condução que me levaria ao show. Neste dia minha paciência foi testada tantas vezes que acho que no final dele eu deveria ter ganho bonus em moedas, como nos videogames. A van passou eram 15 para as 21h, mas eu persisti. Esperei mais um tanto pelo segundo onibus e cheguei no Via Funchal eram 21:30, o show já tinha começado.

Incrivelmente assim como eu, um monte gente se atrasou e estavam correndo atrás da assessoria para entrar. E não foi que graças a minha cabeça dura e o povo da assessoria que me deixou entrar eu consegui “ver” o show. Ver com aspas mesmo porque o lugar tava lotado, de um jeito que nem mais um alfinete cabia lá dentro. Assisti a tudo através de espacinhos que encontrei entre a cabeça das pessoas e no final acabou sendo bem legal. Infelizmente eles não tocaram a música que eu mais queria ouvir (“Little of Your Time”), mas acontece.

A volta, nem te conto. Demorou um monte e na segunda? A Paula estava em um estado lamentável, daqueles dignos de dar dó de verdade.

…continua

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