vizinhos – part III

Mudamos novamente e dessa vez para um ponto muito mais urbanizado de Maringá e para equilibrar de um lado tínhamos vizinhos legais e do outro nem tanto. Os legais tinham uma das casas mais bonitas da cidade, com arquitetura modernosa e piscina. O casal dono da casa tinha três filhos. O mais velho estava terminando o colegial e nem se abalou com os novos vizinhos pirralhos. A do meio era um tanto mais velha que eu, mas bem simpática. E o mais novo era um ano mais velho que eu, mas um tanto quanto Joselito o que fez com que não fossemos um com a cara do outro, isto é, eramos como cão e gato, a existência dele me irritava e vice-versa. Coisa que não aconteceu com ele e meu irmão, que se suportavam para ter com que brincar. Uma das coisas mais engraçadas dessa família é que apesar de terem uma casa “animau”, com uma piscina incrível que é tudo que se quer quando se mora em Maringá durante a época de intenso calor, eles tinham como costume aos finais de semana pegar cadeiras de praia colocar na calcada na frente de casa e ficar la papeando. Vai entender…

Do outro lado, a coisa era um pouco mais complicada. Eram seis crianças com idades diferentes, onde cinco delas filhas do homem e uma da mulher. A principio rolou uma certa amizade, mas com o passar do tempo fomos vendo que a “brutalidade” da família era bem grande e brigas eram frequentes. Então o distanciamento foi a solução.

Um belo dia voltamos para a Cidade da Garoa e fomos morar com minha tia e prima, na casa em que conheço como a palma de minha mão por ser da família há milênios. Assim os vizinhos praticamente me viram crescer. O casal da direita, formado por Seo Alfredo e Da. Jamile parece ser o casal 20. Aposentado há algum tempo Seo Alfredo se mantem ativo até hoje, sempre fazendo reparos na casa, e ele é tão empolgado que vez ou outra aproveita pra dar uma ajeitadinha em nosso telhado. A outra casa passou um tempo vazia. Então uma família se mudou. A relação entre nos e eles era um tanto conturbada pois apesar de se tratarem de casas, os vizinhos possuíam um casal de boxer que ficava confinado e assim não dava trégua nos latidos. Depois de um tempo eles se mudaram e a vizinhança voltou a calmaria das buzinas.

E nos mudamos também. Pela segunda vez na vida fui para um apertamento. E a vida la foi conturbada. E parte disso foi culpa minha. Antes de realmente nos mudarmos, mas com parte dos moveis no novo ninho precisei pegar algumas coisas la para fazer um trabalho. Acompanhada de meus parceiros de grupo rumei ao prédio que ficava perto de casa. Chegando lá fico sabendo que estávamos sem eletricidade. Como o apartamento ficava no quarto andar isso não nos abalou e resolvemos enfrentar os lances de escada no escuro. Quando estava no segundo lance de escada, sem enxergar um palmo diante do meu nariz, eis que descubro que um dos colegas de sala tem pavor de barata. Os outros dois aproveitaram a deixa pra atazanar o cara, que começou a querer berrar. Imagina o eco que não estava rolando. Eu tentando colocar panos quentes e acalmar todo mundo, fiquei perdida. Quando fui abrir a porta e ela não abriu descobri que com aquela zona toda havia errado de andar. Praticamente tentei invadir a casa alheia e a senhora dona do apartamento não achou muita graça. Pedi mil desculpas, mas demorou bons meses para que a senhora percebesse que eu e meus irmãos não eramos arruaceiros ou os responsáveis por todo e qualquer barulho que os demais vizinhos, do nosso prédio e os outros faziam.

2 comentários sobre “vizinhos – part III

  1. muta disse:

    sabe, eu nunca tive problemas com vizinhos… Na verdade, só quando criança eu interagia com eles, apesar de nunca trombar com alguns da mesma idade que eu: eram sempre ou mais velhos, ou mais novos…

    hj moro aqui em pira num condomínio de 16 kits… apesar de ser super quieto – é sério, sou mesmo, exceto por uma vez que esqueci de desativar a autoativação da tv por 3 dias numa viagem -, mas mesmo assim um cara implicou que era eu a gritar em todos os jogos do palmeiras.

    saco, eu nem santista praticante sou e o cara vem me acusar de palmeirense????

    =P

    • paulinha mihuda disse:

      Infelizmente vizinhos as vezes sao o alem da familia, ja que voce nao tem como escolher e eh obrigado a conviver com o porem de nao rolar aquele amor por ser alguem do seu proprio sangue!

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