maratona musical – part.II

…continuando

A questão vital era encarar a solidão e tosse para aproveitar o Planeta Terra e hoje sinto que consegui tomar a decisão certa. na verdade não foi preciso dois meses para eu sentir isso, já que após a “viagem” até o Term. Sto. Amaro e a maratona até a bendita Villa dos Galpões senti que a minha decisão tinha sido certeira.

Os ingressos para o festival estavam esgotados há tempos e incrívelmente eu não conhecia ninguém que fosse. Na verdade tive notícias de uma pessoa com a qual meu contato é um tanto quanto escasso, por isso achei chato ligar para combinar algo… Continuando e indo mais direto ao ponto, resolvi tentar me embrenhar no meio da multidão para tentar enxergar alguma coisa com o meu metro e meio de altura. E não é que na metade da minha jornada alguém me cutuca no ombro? Quando me viro lá está a Bel, única pessoa que eu tinha noção de que podia estar lá. Bel não estava sozinha e foi assim que encontrei companhia não só para assistir aos shows como pessoas para dividir comigo o peso de marmanjos que resolveram reviver seus dias de adolescência e abrir rodinhas durante o show do Offspring.

Offspring (ouça “Come Out And Play” – letra)
E de fato o primeiro show que vimos na integra foi o do Offspring. E como a maioria dos shows que tenho assistido me fez pensar que se ele tivesse acontecido há uns dez anos eu teria apreciado de uma maneira muito mais intensa. Só de lembrar que quando eu tinha 13 anos achava Dexter Holland lindo o bastante para entrar na minha lista de pretendentes. Mais de uma década depois não fui só eu quem viu o passar dos anos. Aparentemente ele e seu companheiro de banda Noodles também sentiram o pesar da idade e se apresentaram com um visual que remete a bendita crise da meia idade. Bom, na minha humilde opinião é claro. Mesmo assim o show foi bom, agitou o povo e deu extravasar um tanto

Bloc Party (ouça “Mercury” – letra)
A banda inglesa ha pouco havia se apresentado como A grande atração internacional do VMB 2008, e por isso recebeu muita atenção. Foi um fuá com sua vinda antes do festival para uma única e relampago apresentação. E o que conteceu? Fiasco. Rolou um playback safado que fez todo mundo olhar para os lados e perguntar para quem estivesse em volta: Jura que estou vendo isso? (fosse em casa ou na plateia da premiação) Restulado: piada sobre o incidente desde o momento em que o grupo deixou o placo até “ataques” da parte da imprensa. Houve gente que se sentiu agredida pela performance. No final isso pode ter colocado duvidas quanto a quem decidisse ir no festival, mas afinal festival que é festival não depende de apenas um grande chamariz, né? E para quem foi querendo ou não dar uma segunda chance ao grupo não se arrependeu. Pelo menos eu não me arrependi. Ok, de todos os hits (estrangeiros) que a banda tem só sei de cor e salteado “Banquet”, mas foi um show muito bem feito. Com músicas que fizeram o povo todo dançar, de qualidade in deed. E a redenção final veio após o pedido de desculpas da parte do vocal Kele Okereke, que disse que a banda nunca teve como intenção agredir ningué com sua apresentação no VMB. Após isso nem os que ainda resistiam ao som da banda conseguiram ficar quietos. E a banda fez de seus show uma bela balada.

Kaiser Chiefs (ouça “Never Miss A Beat (Remix)” – letra)
Não dá para esconder que esse foi o show que me fez tirar a bunda do sofá e ir até a entrada do final do mundo. Inconformada por não ter visto o primeiro show deles aqui no Brasil decidi que não iria me sentir assim de novo. E não é que valeu a noite. Demorou um tanto para começar, mesmo com tudo indo de acordo com o planejado e acontecendo no horário previsto. Aproveitando o momento de descanso entre performances fui para a frente, mas fui mesmo, me enfiei e tal. As pessoas que foram se juntando à Bel e sua amiga ficaram com elas mais para trás e um suspiro fundo porque como sempre não iria ver tudo. Deveriam inventar uma pílula de crescimento instantâneo que durasse apenas algumas horas, assim eu conseguiria ver um show da pista como uma pessoa normal. Enfim, eles entraram no palco e tocaram muito. Hits after hits, músicas novas, tudo sendo cantado pelas pessoas que me cercavam. Totalmente incrível. Uma alma caridosa me deixou um espaço e por conta dessa garota que estava acompanhada do namorado e parecia ter viajado horas e mais horas para estar lá, como seu sotaque do Rio Grande do Sul mostrava, consegui ver metade do show muito bem. Mas foi tocar “I Predict A Riot” que o mundo pareceu desabar. Parecia que tudo ia ficar de ponta cabeça em um segundo. Saltei como nunca para não ser engolida pela massa de gente. Quando dei por mim estava a meros 2 a 3 metros de Ricky Wilson. Gorgeous. Quando dizem que o show não é feito só pela banda é a mais pura verdade. Se não fossem os fãs enlouquecidos teria faltado alguma coisa. O único defeito foi o fato de que acabou muito rápido, não teve um tchauzinho ou bis. Mas que mais tarde foi desculpado pelo fato de que o tecladista, Nick Peanut Baines, havia passado por uma cirurgia para remover seu apêndice um dia antes.

E continua…

***

Fotos dos shows podem ser encontradas aqui.

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