the farewell party – part I

Primeiro de tudo tenho de dizer, não conhecia ninguém e tive que ir com a cara e a coragem, na verdade mais cara do que coragem, como você verá a seguir.

Morando no outro extremo da cidade, esperei um tanto pelo ônibus, sem ter idéia do transito que iria enfrentar. Porque sabe como é, São Paulo praticamente não precisa de motivo para engarrafamento, a qualquer hora e lugar ele acontece.

Mas estando em pleno dezembro é fácil saber o motivo em uma noite de sábado às 21h, difícil é entender o por que. A razão são as “lindas” decorações natalinas, que por mais bonitas que sejam mesmo – outras eu simplesmente acho duvidosas – causam na cidade, porque por mais pressa que paulista tenha, sempre quer parar para ver. E isso faz com que a Av. Ibirapuera fiquei totalmente parada, mesmo a arvore/ Olho de Sauron estando ha quilômetros do Shopping e a Paulista decorada também causa no cebolinha, visto que a Sena Madureira também não andava. O resultado do espírito natalino fez com que eu ficasse uma hora parada no transito. Para só depois eu ter pensado que devia ter falado com pessoas do fórum e perguntado se mais alguém era da zona sul e gostaria de ir comigo. Maldita timidez!

Cheguei na frente do Darta 22h30min achando que tava atrasada… coitada de mim perdida. Parecendo um cão arrependido fui em direção ao Twin, local marcado como ponto de encontro entre foristas, mas acabei por me acovardar de vez ao ver uma porção de pessoas conversando alegremente. Quando fui ligar no celular que a Mônica aka Smurfete havia me passado, para ver se avisando com minutos de antecedência ficava menos antipático do que simplesmente aparecer e dizer, “Oi gente, sou a Paoolinha, tem que me amar?”. E não é que descubro que estava sem 1cent de crédito. Aí o mundo acabou, entrei em “pane”. Convenhamos que nunca fui extrovertida com estranhos, quem me conhece sabe bem, até arisco dizer que na outra vida fui uma avestruz assustada.

Sem plano de fuga, por estar “de ônibus” e não conheci ninguém de fato, praticamente entrei em pânico, me sentindo perdida e pronta para ir para casa dei um jeitinho de pelo menos ficar uns minutos na festa e quem sabe conseguir autógrafos e fotos, depois ir embora de fininho. Fiquei mais de meia hora esperando o Darta abrir, claro que os amigos com os quais falei da festa não deram as caras, e após entrar fiquei mais um bom tempo parada, feito um dois de paus (como diz a Mama), esperando a festa começar. Algo como uma garota enconstada na parede dos loser durante um dos bailes do colegial.

continua…

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