é pique, é pique

Hoje é um dia especial! Não apenas porque é véspera de feriado – folguinha da qual venho precisando já que só os finais de semana não vem rendendo o quanto queria, e  sim, porque em São Paulo “ignoramos” o racismo diário e “comemoramos” a Consciência Negra – mas é especial de verdade porque alguém bastante importante aniversaria!

Nunca fui apresentada formalmente à ela. Simplesmente percebi que estava lá um dia. Ela estudava com meu irmão e quando conheci era uma menininha, pequena, gordinha, de 11 anos.  Vivemos durante um bom tempo uma na companhia da outra, mas só nos tornamos amigas de verdade em 2000, tudo por conta de uma pessoa que tínhamos em comum. Aí começou o fuzuê. Eram bilhetinhos que viajavam de sala em sala a cada intervalo de aula, com fofoquinhas ou assuntos “bem sérios”, tipo o garoto que ela gostava, ou o que eu era apaixonada, ou até besteiras que ouvíamos pessoas falar sem parar, o que não era incomum naqueles dias. 

Aos poucos a gente foi achando assuntos em comum, como música (Westilife e assim por diante…), como filmes (Snow Day, que devemos ter assistido umas mil vezes), séries (Gilmore Girls que assistíamos toda manhã de sábado no SBT) e quando vi nos tornamos inseparáveis. Durante os recreios estavamos juntas, saída do colégio também, tinha jogo de volei no Banespa, a gente estava lá. No final de 2001, com semanas de provas, eram sleepovers praticamente todas as noites e as férias daquele final de ano foram as melhores, recheadas de batatinhas-de-casamento, guacamole, muitas, mas muitas trakinas de morango.

O bom do ser humano é que mesmo sendo teimoso em esquecer certas coisas com as quais deveria ter aprendido na primeira tentativa-e-erro, também não nos esquecemos de um trilhão de coisas boas, e a presença da Banú na minha vida se encaixa na segunda opção.

Nossa ligação foi crescendo com o passar dos anos, teve seu pico em 2001, quando não nos desgrudávamos para nada. Eram cartas e bilhetes para tudo quanto é assunto. A Manú me viu gostar e desgostar de pessoas, mudar de escola, despertar para um mundo novo, acompanhou mil vezes no cinema, fez surpresa de aniversário, acompanhou em certos jogos de handball, uma loucura.

Um dos nossos “grandes” momentos aconteceu quando ainda estudávamos no mesmo colégio. O dia começou como todos os outros, aulas e mais aulas, até que finalmente chegou a hora do recreio, sim chamávamos de recreio e não intervalo. Como de costume, fomos até a cantina e compramos o lanche, se tratava de um steak (que diferentemente do steak dos norte-americanos, esse era na verdade um super nugget), no pão francês com maionese, cada uma com o seu e decidimos comer na arquibancada. Antes de continuar preciso explicar, o colégio onde estudávamos era pequeno, então por sua vez a quadra também. Era tão pequeno que a arquibancada que tinha apenas quatro degraus ficava atrás de um dos gols. O ritual de todos os recreios era o seguinte. A quadra era “invadida” para dar início às partidas de futebol, nunca outro esporte. Só quem jogavam eram garotos, estes que estivessem no colegial, com excessão para os alunos da 8ª série que fossem grandes e bons o bastante para aguentar a brutalidade dos outros jogadores. Como já disse, esse dia não foi diferente, tudo foi correndo normalmente até que de repente se ouve um chute, e a bola? Veio em nossa direção. Seu destino exato foi o lanche da Manú. O resultado disso foi catastrófico pedaços de steak no pão com maionese sairam voando para todos os lados e claro indo parar nos nossos olhos e cabelos. Com isso conseguimos algo quase inédito, isto é, mais do que parar o colégio, paramos a partida de futebol do recreio. No final não foi nada divertido, além de perdermos o lanche e do recreio, passarmos um bom tempo no banheiro tentando nos livrar da caca toda. Mas foi bom por uma coisa, nesse dia nos tornamos IRMÃS-DE-PÃO! E hoje toda vez que lembramos isso sentimos dor na barriga de tanto rir. Foi uma das cenas mais inusitadas da minha vida, um dos acontecimentos mais bizarros. Um micasso que me faz chorar de rir sete anos depois. 

Depois de vivermos grudadas por um bom tempo, diversas coisas mudaram em nossas vidas e chegamos até a passar um tempinho sem nos ver. Mas isso não fez com que tudo o que vivemos desaparecesse. Na verdade, parece que o tempo pode passar, mas os assuntos sempre estaram lá. O carinho, a preocupação, tudo lá!

Não somos de badalar unidas porque nisso nossos gostos se divergem, mas ela ganha (quase) toda a semana uma visita minha onde colocamos o papo em dia, ou simplesmente nos divertirmos juntas rindo de programas do Discovery Home & Health como Bridezillas: Noivas Neuróticas ou Recém Casados, Recém Brigados.

Como já disse no início, hoje é aniversário dela… sim a Lil’ Sis’ está completando 21 aninhos, então quero todo mundo cantando Parabéns para ela, porque ela merece! Banú desejo tudo de melhor nessa vida, isto é, saúde, paz, amor, chocolate e sabe como é né?… batatinhas de casamento (da sua tia), cheese-cake (da sua mãe) e assim por diante! Beijos e FELIZ ANIVERSÁRIO!

manu3

2 comentários sobre “é pique, é pique

  1. Manuh disse:

    uhauhauhauhauhauhuhauhauhauhauhauh

    Vc esqueceu da frase do Henrique:
    -NOSSA!
    rsrsrs
    quantos micos, quantas histórias, quantos amores – bizarros – e quantos momentos bonsssssss
    Esse realmente foi o melhor texto de aniversário de todos os meus longos 21 aninhos – tô velha.
    Como diriam os manos TAMU JUNTU E EH NOISSSS
    rsrsrs
    bjus da lil sis que quer trakinas e snow dayyyyyyyyyyyyyyy

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