expo – part.2

Mas nada disso foi algo estranho… A parte estranha ficou pelo fato de que… bom estranho por estranho digo uma coisa, dizer o que vou contar é bem bizarro. Mas acho que o povo que visitou a feira este ano era muito, hum, problemático, ou diria lelé das idéias.

Porque eu de mera “vendedora” de CDs passei a celebridade, a ponto de tirar foto e dar autógrafo. Nossa, escrever isso é uma piada. Vou tentar elaborar isso melhor.

Sexta-feira, dia 26, cerca de 16h estava lá eu checando a lista do estoque quando um tiozinho chinês aparece na minha frente. Ele já havia passado pelo stand algumas vezes e no dia anterior tinha até falado algo, que não entendi, e no final acenei com a cabeça dando um sorriso bem do sem-graça, tipo oi. Demorei um tanto para ver ele parado na minha frente e levei meio que um susto de leve. Ele falou algo, que novamente eu não entendi o que era, e mostrou a máquina. E eu perdida acenei de novo com a cabeça. Dentro dela eu pensei que ele queria tirar uma foto do stand, na qual eu iria de alguma forma aparecer. Mas como eu sou A PAULA, não era isso, claro, o que ele queria. Ele queria era tirar uma foto de mim. Finalmente a ficha caída, e rodando no fundo do meu cérebro, a foto comigo em close já havia sido tirada. Não foi algo muito divertido, mas tinha passado. Abaixei a cabeça e voltei para a minha lista, quando percebo um ser minúsculo parado, de pé, ao meu lado. Na hora que vejo é o bendito tiozinho, olhando para frente e sorrindo. Na hora que olho pra frente, vejo um cara apontando a máquina… Mais uma vez vou eu sorrir sem graça pra ficha cair instantes depois.

Até agora estou me perguntando se ele me confundiu com alguém. Pior de tudo, após ele tirar as duas fotos, ficou parado, na frente do balcão me olhando. Aí pensei, chega né? Ele me assustou o bastante a ponto de me fazer sair “correndo”, de forma tranqüila, para me esconder no estoque.

Os dias passaram e chegou o tão esperado último dia. Porque a feira é divertida exatamente por isso, porque uma hora ela acaba. E quando pensava que mais nada bizarro iria acontecer, e aquele episódio tinha sido o ponto alto de esquisitice eis que… Andando um pouco, após uma breve ida ao banheiro, e fui ver um pocket-show que estava marcado para acontecer. Cheguei lá e estava uma bagunça. Gente para todos os lados, dentro do pequeno aquário acústico. A movimentação não me deixava entender se tinha acabado de terminar ou estava ainda para começar. Então, resolvi ficar um pouco para ver e alguém me cutuca. Quando viro é um moleque – algo entre menino e cara – que com um sorriso meio duvidoso. Ele me mostra uma agenda e uma caneta e diz: “Me dá seu autógrafo!”

Primeira reação cerebral quanto à isso foi: “QUÊ???” E uma cara de, fala sério vai?!
Perguntei exatamente o porque dele querer um autógrafo meu… a resposta?
– Acompanho o seu trabalho e admiro muito!, com a cara mais lavada do mundo.
Para não deprimir e sofrer com qualquer piadinha que pudesse seguir essa situação embaraçosa achei melhor reagir rápido. Escrevi Paula com a letra mais feia possível, devolvi a caneta com um sorriso bem do amarelo. Ele fechou a agenda e foi embora, tagarelando com seus amiguinhos que estavam mais a frente. Enquanto fiquei parada, olhando para o aquário tumultuado, onde pratos e cabos voavam, tentando entender o que havia acabado de acontecer.

Ai ai, e foi assim que, entre as mil expressões que inventamos durante a feira, a frase “Tem coisas que só na Expo acontecem com você!” resume a edição 2008. E a conclusão foi que não nasci pra ser celebrity! 

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