expo – part.1

A semana foi f… mas posso dizer que nesses anos todos trabalhando na Expomusic aprendi a ama-la e esperar feliz a sua chegada. Ela é a saída alternativa da redação, forma de trabalhar e ver mais do que a tela do computador, ver gente, de rir muito e trabalhar pra burro. E esse ano não foi diferente. É, pensando bem isso é mentira, foi diferente sim e de um jeito bem estranho.

A Expo, como chamamos carinhosamente aqui na editora, acontece apenas uma vez por ano e a preparação para ela começa mais de um mês antes. Rola uma correria para adiantar tudo o que é possível para não ter trabalho nos cinco dias nos quais ela acontece. É separar caixas, canetas, arara, fazer listas, cartazes, etiquetas… Uma loucura sem fim, até o bendito dia em que ela começa.

Esse, como o ano passado, fiquei lá de quarta-feira até domingo. O ritmo é bem pesado, mas de uma forma crescente. Quarta e quinta é sempre mais tranqüilo, rola alguns momentos de tédio até, mas a partir de sexta-feira é “um Deus nos acuda”. As trilhas sonoras são das mais variadas. Teve um ano que ficamos perto de um stand de teclados e ai meu Deus, como foi triste. Uma outra edição ficamos perto de um fabricante de baterias. Ano passado até que foi tranqüilo, pelo menos nada me marcou tanto a ponto de eu lembrar hoje. Mas esse ano.

Os veículos de comunicação ficaram todos reunidos no mesmo lugar, isto é, o antigo Music Hall, lugar onde aconteciam os pocket shows. Por um lado isso foi bom, ter todas as revistas em um só lugar é bom porque não ficamos perdidos e jogados. O povo se conhece e tal. Mas por outro lado, estávamos mais escondidos do que não sei o que, já que o antigo Music Hall é o apêndice do apêndice da feira.

Anyway, este ano ficamos na frente do grandioso stand da editora HMP, responsável pelas milhares players no Brasil, como Cover Guitar e assim por diante. As instalações deles são bastante luxuosas e contavam com duas super tvs de plasma e DVD, para divulgar os lançamentos deles. Quatro títulos que fiquei conhecendo profundamente. Um era de um trio ou sei la o que de jazz… Tipo, ouvir uma música aqui, outra alí, ok? Mas escutar um DVD inteiro mais de 3 vezes ao dia? É receita para suicídio. Um outro era de um grupo meio pop/gospel, variações de vocais sem fim, algo a la Fat Family. Se fosse também algo para se escutar de passagem, tranqüilo, mas um dia inteiro pelamore. O outro era um vídeo do Eduardo Ardanuy, guitarrista do Dr. Sin. Ao contrário dos outros esse não despertava tendências suicidas, apenas homicidas. Já que era focado nos solos dos discos do Dr. Sin. Te garanto que você não sabe o que é, passar três horas seguidas ouvindo apenas SOLOS de guitarra de canções, primeiro ele sendo tocado lentamente e depois no ritmo da música, mas sem maiores acompanhamentos…

O melhor de todos tenho de admitir que foi o do ex-baterista do Angra, atual Hangar, Aquiles Priester. Inside My Drums mostrava o Aquiles tocando uma porção de músicas de sua ex-banda, com ênfase na bateria, mas acompanhado de playback de guitarras, baixo, vocal. Não sou fã de Angra, mas realmente foi o único que salvou. Mas após 1.257 aulas intensivas de bateria com ênfase nas músicas do Angra, te digo… nunca mais!

O bom é que ao mesmo tempo em que tem tudo isso também rola uns reencontros. Lá vi pessoas que não via há tempos, como o Koji – amigo de amigos – que como no ano passado também trabalhou lá e a última vez que encontrei foi em um show de amigos no ano passado. E acho que é sempre bom ter pessoas conhecidas compartilhando da mesma experiência que você, mesmo que em níveis diferentes. Afinal de contas o stand onde ele trabalha bomba… e muito!

Também encontrei o Murai. Na verdade, ele que me re-encontrou, porque foi pra lá só a passear um pouco. Conversamos até que bastante pela Internet, mas não o via ao vivo há mais que um par de anos. Mesmo ele tendo passado lá rapidinho foi divertido!

Além disso, rolou uma visita relâmpago do Demente e da Fernanda, namorada dele. Mas como sempre o ponto alto da “festa” é a visita do Pedro. Nada contra as outras pessoas, de maneira alguma, mas é que a visita do Pedro na Expo está quase que virando um ritual.

Esse ano ele foi acompanhado do Michel, Igor e um novo amigo. E com certeza foi mais de meia hora de papo sendo colocado em dia. A conclusão que eu cheguei foi que falamos definitivamente a mesma língua, porque tirando o fato de que me divirto muito com ele e suas tiradas é muito bom ter alguém com quem posso falar sobre “trabalho” e me divertir ao mesmo tempo, afinal de contas isso está em falta para os meus lados.

continua…

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