silver lining

Há mais de 10 anos tive um encontro que marcou a minha vida. Em uma manhã, saindo de casa para ir ao colégio tomei um susto quando abri a porta e vi a Gleice, parada no portão, mais branca que papel sulfite. Não entendi nada! Fui em direção ao portão e aí caiu a minha ficha. Ao lado dela estava um senhor cachorro – sentado dava quase no ombro dela, e na época a Gleice era bem grande – cor de mel, com olhos cor de âmbar, sentado ao lado dela, quieto, olhando para a minha cara. Paralisei! Primeira reação, após o medo, foi curiosidade. O que aquele bicho, enorme e lindo, estava fazendo ali?

Perguntei para ela que cachorro era aquele e ela também não sabia responder. O que fazer? As duas com medo e quase ficando atrasadas para a aula por conta desse episódio. Resolvemos agir. Sem fazer movimentos bruscos, sai de casa e fomos devagar indo em direção ao colégio. O cachorro todo simpático e comportado foi seguindo a gente e fez isso durante uns cinco, quase 10 minutos. Então, quando olhamos para trás, ele não estava mais lá.

Que tristeza. Aquilo não só ficou na minha cabeça aquele dia, mas me acompanha até hoje. Fico pensando se aquele cachorro não era para ser meu. Cheguei em casa aquele dia e contei para a minha mãe e ela me disse que o cachorro bonito que eu tinha visto era um Weimaraner. Desde então quero um! E isso veio à tona semana retrasada, quando tava na casa da Manu e ela recebeu um e-mail mostrando lindos filhotes de Weimaraner. Foi paixão a primeira vista. Passei duas semanas tentando entrar em contato com a dona do cachorro e no final nada. O bichano já tinha até nome e a frustração foi grande, não só a minha como a da família também.

Então que domingo um miado chama a atenção da Maria. Era alto e quando ela foi ver, era mais alto do que esperava, já que o dono de tal miado estava do outro lado da rua. E desde então temos em casa um novo hóspede! Gosto do destino, porque ele brinca com a gente e nem sempre se diverte apenas com nossa tristeza. Realmente queria (e ainda quero) um Weimaraner, mas como diz o ditado:

“Quem não tem cão caça com gato!”

Eu queria um Mithra (nome que eu havia escolhido para o cachorro) e ganhei um, em escala menor, de tipo diferente e temporariamente, mas tudo bem!

Mithra, the cat!
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