buracos negros e revelações

Pentelhei a Maria até mais não poder por causa do show do Muse simplesmente porque acho graça. Como ela mesma gosta de pontuar, é para isso que irmãs mais velhas servem, certo? Passei semanas falando que Muse não era tudo isso. Era bem chato. Parecia uma cópia fraca de Radiohead. Que eu não iria com ela no show nem f… E que por conseqüência ela não veria o show, já que nem por decreto deixaria ela ir sozinha. Mas tudo não passava de um plano, que no final foi mal-sucedido.

O super sweet 18 dela está chegando e unindo forças com o irmão-da-irmã decidimos que o presente dela seria ir ao show do Muse. Tentei manter a surpresa e fazer como no Tim Festival do ano passado, quando cheguei em casa com o ingresso em mãos, mas o tempo anda curto e tive de abrir o jogo. Falei: “Quer ir ao show? Vai ter que ir comprar o ingresso!”

Eu sabia bem que ela gostava da banda, mas não estava esperando nem de perto o ataque quase histérico que aconteceu na frente do supermercado. Do nada pareceu que ela podia voar, ficou leve, saltitante. Naquela hora parecia que tinha regredido uns 13 anos, voltado a ser uma criança feliz que acabou de ganhar uma bala bem gostosa. Foi engraçado. Depois disso perguntou umas mil vezes se era verdade e aos poucos foi caindo a ficha que de fato ela iria.

E ontem foi o grande dia. Fui mesmo só para acompanhar e só conhecia as músicas que ela mais gosta, que realmente não são poucas, mas não era de forma profunda e fui pega de surpresa. Após um ato de NÃO-covardia de minha parte, responsável pela liberação de parte do stress, este gerado por estar no meio de um povo meio histérico, o show começou. A euforia tomou conta de todo mundo. Multidão pulando, empurrando, suando, toda junta. Música após música o povo cantava, ia a loucura, delirava, de novo todo junto. E a banda, mesmo se mostrando pouco eloqüente mostrou que sabe fazer um show. Produção simples. Um telão e a banda. Mas aos poucos surpresas foram sendo mostradas. Canhões de luzes, fumaça, chuva de papel picado, balões gigantes brancos recheadas de mais papel picado. Literalmente um show – sonoro e visual. Fazia tempo que eu não assistia algo tão completo. O que mostrou o mínimo de preocupação com o público, que ultimamente vem desembolsando uma nota – comparativamente falando muito maior do que as pessoas pagam em outros países, para ver bandas que estão fazendo sucesso, mas acaba sendo negligenciado, recebendo apenas 30% do que é realmente um show daquela banda.

Congrats ao Muse que deixou todo mundo embasbacado. Por ter entrado e se enroscado na minha cabeça, sendo a única coisa que tenho ouvido desde que cheguei ao trabalho. Por ter feito do meu presente de aniversario bem especial. Resumindo nas palavras da Maria, foi mágico! So thanks Muse por ter feito da Maria uma pessoa bem feliz!!!

 

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2 comentários sobre “buracos negros e revelações

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