os "perigos" de sair com certas camisetas


Texto escrito ao som de: “Cold As Ice” – Foreigner |  | letra

Ganhei uma camiseta muito bonita da Thais. Foi um presente de aniversário do ano passado. Ela é vermelha, com manguinhas bufantes, algo como se fosse Branca de Neve moderna. Tão moderna que tem um escrito em prata… Resumindo adorei o meu presente, mas meio que previ que ela poderia me dar algum “trabalho”.

Lá estava eu, correndo de um lado para o outro com menos de duas horas para me arrumar e chegar ao Via Funchal para o tão esperado e disputado show do Bob Dylan. Vesti a peça mais confortável do mundo (diga-se calça jeans) e fiquei presa na questão… que blusa usar? Queria algo entre arrumadinho e despojado, mas sabe como é mulher… independente da quantidade de roupas que tenha, nunca tem o bastante, nunca tem “aquela”! Foi então que vi uma coisa vermelha e bonita. Peguei o presente da Thais e vesti, sem me preocupar muito com o o resultado parti para a casa de shows.

Lá, tudo cheio, lotado, gente para todos os lados. Peguei meu convite e entrei. Achei minha mesa, sentei bonitinha e esperei pelo início do show. Em volta, gente de todas as idades, famílias inteiras, pessoas sozinhas. Duas mesas para a (minha) direita um grupo de pessoas “diferente”. Diferente porque não esperava encontrar no show do sr. Dylan membros do Hell’s Angels. Quando falo membros do Hell’s Angels, quero dizer, homens grandes, que falavam em inglês, vestidos com jeans e jaquetas de couro com bordados enormes nas costas. Acho que eles estavam em umas dez, 12 pessoas, e não tinham como não se destacar entre mães, pais, madames e senhores de terno.

O show aconteceu. Duas horas de Bob Dylan um pouco mudado. Na hora de ir embora, como sempre, esperei até que a maioria das pessoas fossem na frente. Porque a vida é muito curta para ficar lutando com pessoas na saída de eventos, né? Fiquei em pé, perto de uma das saídas. Quando dou de cara com um homem, de jaqueta de couro, careca, de 1m80cm e “cara de mau”, me encarando. Ele foi chegando perto e meu medo foi aumentado. Não é uma questão de preconceito não, é tipo, sou assustada com tudo nessa vida. Se vejo alguém me encarando, qualquer alguém, já fico achando que f*deu. Era ele, o “sr. líder” dos Hell’s Angels vindo em minha direção. E, claro, congelei!

Foi então que ele parou a uns três passos de mim. Eu sem entender nada. Ele se inclinou, meio que virou a cabeça para a (minha) esquerda para ler o que estava escrito na camiseta e murmurou… “Pleeeaaa…see, dis…” e soltou um alto e claro HÁ!

Depois desta cena bizarra foi embora contar para os amigos dele. Eu que não sou besta nem nada aproveitei a brecha e me mandei rapidinho, vermelha como a minha camiseta de tanta vergonha e obviamente rindo muito da reação dele.

O que está escrito na minha camiseta???

please-disturb-me

Desde que ganhei o presente venho tomando coragem para escrever com caneta um DON’T entre o PLEASE e o DISTURB, mas o medo de estragar meu lindo presente sempre me impediu de seguir em frente.
Sabe o que é “pior”, a Thais quando me deu a blusa disse:

foi exatamente por conta do que está escrito que eu comprei para você!

Grande amiga, né?

5 comentários sobre “os "perigos" de sair com certas camisetas

  1. Manuh disse:

    Há! Fiquei contente com a descrição branca de neve moderna, e já entendi a indireta: Amanhã vou tomar um solzinho eheheheheh
    to brincando!!!!!
    realmente a sua cara, não põe o don’t não!!!! rsrsrsrs
    Está aberta a votação: Quem acha que a Paulets tem que por o DON’T na camiseta… não fale nada assim ela não põe ahahahaha
    bjuuuuuus

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