(continuação…)

Os meses de espera valeram a pena. Ver a barriga da minha mãe crescendo… Já os enjôos eu dispensava. Meu edredom da Mônica virando do bebê, muita mudança e tudo muito especial. Lembro muito bem da primeira vez que vi a carinha dela… A enfermeira a levantou como o Rafic levantou o Simba assim que nasceu para todos os animais saudarem o filho do rei. Brinco até hoje que parecia um macaquinho vermelho, assim que olhou para a cara do meu pai caiu no berreiro. Foi bem engraçado. Naquele dia comi um Galak e pedi para fazer companhia no hospital. Mas o cansaço da noite passada era tão grande que logo depois disso, desmaie numa cadeira e acordei só na manhã seguinte.

O cheirinho de nenê era o melhor de tudo.

Depois disso foi só alegria. Ter uma boneca viva é o maior desejo de toda garota, pelo menos antes de terem celulares para crianças. Sete anos de diferença faziam com que eu achasse que era super irmã e mesmo ninguém deixando eu pegar o nenê eu fazia isso escondido. Demorou um pouco para minha mãe entender que a razão da Cau estar sempre sequinha era que quando ela tomava banho eu trocava a fralda. Mesmo eu sendo miúdinha, acabaram deixando eu ajudar.

Carregava ela de um lado pro outro. Ela não chorava nunca, desde que me lembro ela gargalhava e eu adorava torturar um pouco. Fazia cosquinha na barriga, passava o pente no pézinho. É maldade eu sei, mas sou meio viciada em gargalhada de nenê, uma das melhores coisas do mundo. Aos poucos ela foi crescendo. Depois que começou a falar não parou nunca mais. Nunca aprendeu a andar de fato, saia correndo até desabar do outro lado da sala. Depois disso mais ninguém segurava. No calor, corria pelada em volta da casa (sei que alguém vai me matar ao ler isso, mas tudo bem, faz parte!), voltava vermelha por causa da terra e tinha que ir direto para o banho, isso acontecia umas três vezes por dia. Brincava que o cachorro era um cavalo. Corria atrás dos gatos. Rolava na grama da pracinha, com roupa dessa vez. Tropeçava na calçada, levantava, batia nos joelhos e voltava a correr. Dividia o tempo brincando de escritório comigo e Cavaleiros do Zodíaco com o Dani.
Engraçada, inventava frases como NOMI TOPURDA!, que traduzido do claudiês significa NÃO ME PERTURBA!

Ela cresceu mais, na verdade nunca parou. Há algum tempo até me passou (o que não é muito difícil) e nem roubar mais meus tênis ela rouba.
A adolência ainda está acontecendo e digo que é um saco. O temperamento é realmente algo difícil. As brigas se tornam mais freqüentes, mas acho que isso acontece com todo mundo. É tão teimosa e cabeça dura quanto eu.
Mas é minha irmã!
Me sinto velha em ver essa pessoa crescida, andando ao meu lado e saber que ela foi pequenininha a ponto de nem te dentes. De eu pegar no colo e colocar para dormir toda a noite. Somos diferentes e iguais ao mesmo tempo. Tem gente que até confunde a voz no telefone.
Mas de uma coisa eu tenho certeza…
O orgulho de saber que eu ajudei, e bem de perto, a criar essa pessoa é enorme!
Ver como aquele bebezinho se tornou essa pessoa tão bonita e encrenqueira, doce e reclamona, cheia se sede por novidades e que me ensina coisas novas diariamente é muito mágico!
Em uma entonação bem gay, no melhor estilo Christian Pior eu digo:

ADOOOOOOOOOOOORO!

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Um comentário sobre “(continuação…)

  1. Claudia disse:

    Meu,esses leitores do seu blog são todos uns pregos mesmo!!!
    É eu sou demais mesmo!!!Até o Diogo acha isso,e olha que ele nem convive comigo!!!

    Pelo menos você não falou nada sobre o tapetinho rosa.

    Bom,não tenho muito oque dizer,se sabe que eu não sou boa pra agradecer e nem pra dar os pesames.
    então a gente se fala depois

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