Há 17 anos atrás…

Antes de mais nada, algo que deve ser cumprido! Afinal todo dia 27 de agosto é importante.

Isso porque há 17 anos atrás fui acordada no meio da noite, enrolada em um cobertor e colocada no banco de trás do fusca creme que meu pai tinha, dividindo o banco com o meu também sonado irmão.
A escolha de esperar no carro quando fosse a hora tão esperada da chegada do bebê foi nossa. Bem melhor do que ir para a casa de “amigos” de nossos pais durante a noite. Não sei porque, mas eu sabia que iria ser de noite e nada mais desconfortável do que dormir numa cama que você não conhece.

Fazia anos que pedíamos por um irmãozinho e nunca escondi de ninguém a minha preferência por uma menina. E como era de se esperar o Dani queria um menino. Por um lado se trata de uma necessidade, um aliado na guerra dos sexos, mas por outro uma companhia a mais nas brincadeiras de cada gênero. Eu queria alguém que brincasse de Barbie, ele um companheiro pra esconder Comandos no meio das cobertas.
O trato feito antes do ultra-som que iria dizer o que “estávamos” esperando era, se fosse menino eu daria o nome, se fosse menina o Dani poderia escolher. Assim a “perda” seria menor, né? Fico imaginando se um de nós dois tivéssemos escolhido algo como Cirilo ou She-ra, hahaha, como é que meus pais iriam fazer para convencer a escolher outro nome.

A médica avisou: é uma menina!

Fogos para mim!!!
Não sei o quão e se o Dani ficou chateado, mas logo o nome foi escolhido: Claudia. Eu preferia com um Ana na frente, afinal naquela época minha melhor amiga chamava Ana Claudia, e eu acha esse nome o méximo. Mas ele optou por algo mais simples e foi também de certa forma influênciado pelo papel de Louise Cardoso, a mocinha da novela Mico Preto.

O que eu teria escolhido? Hum, meio queimação de filme, mas tudo bem.
Se fosse menino seria Marcio, nome dado em “homenagem” ao menino que eu gostava… shhhhhh que ele não saiba disso! O melhor é que sei que não iria me arrepender, afinal eu ainda gosto do nome!

A anciedade era muito grande. Quem me conhece sabe que fico com borboletas na barriga por qualquer coisa, imagina então sabendo que logo logo sua família vai crescer. Esperei para saber notícias com um olho aberto e outro fechado, porque o sono estava tentando vencer a batalha e acabar com a minha vigília. Depois de um tempo meu pai apareceu, falou algo e não me lembro de mais nada. Só de já estar na escola na tarde seguinte, mal conseguindo esperar para voltar ao hospital e ver o nenêzinho que esperava por mim.

(Continua…)

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