como tudo começou…

Tem gente que acha um pé…
Tem outros que nem ligam…
Eu to na categoria dos que vêem tudo, torcem junto e às vezes até choram.

Como boa parte dos nossos gostos, manias e afins, o interesse e amor que eu sinto pelo esporte vem desde pequena. Cresci no interior com liberdade pra correr pelo quintal, subir em arvores, jogar futebol, taco e mais mil coisas, tudo na rua. Na escola não era diferente. A aula mais legal era a de educação física, onde aos poucos a gente ia aprendendo um pouquinho de cada esporte. Tive que me esforçar para deixar de ser a última menina escolhida para os times de volei, basquete, afinal quando se é garota e ainda a segunda menor da sala, os coleguinhas preferem escolher seus amigos com pernas mais cumpridas. Mas na queima (queimada para os paulistas) não tinha pra ninguém. O tamanho e a magreza eram os meus pontos fortes! Esquivava de tudo e todos e me divertia a beça!

Comecei a me dedicar ao volei de verdade depois das Olimpíadas de Barcelona, em 1992, quando nossa seleção masculina arrebentou no campeonato. Influenciada pela linda campanha e o ouro que ganhamos, e inspirada que minha mãe com seu metro e meio ter jogado muito volei (mesmo não chegando a ser profissional!) decidi ter aulas no colégio.
Foram mais de quatro anos dedicados a treinos duas vezes por semana. Claro que isso não é nada para quem vive disso, mas foi tudo vivido com muita garra, empenho e vontade pelo qual japoneses e alemães são famosos. Joguei, venci e perdi. Ralei cotovelo, canela e por ai vai. Abri pulso e finalmente zuei meu joelho.

Depois de um certo tempo jogando, pouco antes de dar o próximo passo e me tornar federada a bomba explodiui. Brigas constantes com a minha professora que não era justa durante os treinos fizeram como que eu largasse tudo e simplesmente fosse embora. Acabei indo “brincar” de basquete, mas o volei é minha paixão até hoje.  Se tem uma coisa que não suport é injustiça, e isso acaba superando algumas coisas na vida.


Não me arrependo da minha decisão. Não cresci muito mais e acho que a vida desportiva não é pra mim, pelo menos a profissional. Me contento com o papel de ver cada detalhe e comentar. Na verdade, acho que é nisso que sou melhor, mas mal posso esperar para poder jogar denovo!

créditos: foto 1 Geocities, foto 2 Uol, foto 3 Terra

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