todos os tipos de máquina

Setembro 29, 2009

Já falei aqui sobre a minha fascinação por botões e apesar dela ter começado quando eu era muito pequena, acho que sera uma daquelas coisas que levamos pela vida inteira.
Apesar de haver dias nos quais tudo o que eu queria era uma máquina que transportasse meus pensamentos diretamente para o computador e já jogasse tudo em suas letrinhas, o exercício de digitar me faz bem. Ele me faz pensar direito sobre o que irei falar, mesmo que no final meus textos soem como um episódio dos Simpsons aonde o início não tem nada a ver com o fim.

Tudo começou com a Olivetti verde que minha mãe tem. Sim, ainda tenho em casa a máquina responsável pela minha mania de apertar botoes. Mesmo seus botoes sendo duros para meus dedinhos, me divertia horrores com ela. Vai entender…

Depois dela me familiarizei com a máquina elétrica da minha tia, mas apesar de toda sua “tecnologia” e a font bonita, ainda preferia a antiga Olivetti. A IBM era barulhenta por demais, fazia os pensamentos fugirem como o diabo da cruz. Parecia que em algum momento iria te engolir.

Então aos 4 anos tive meu primeiro contato com computadores. Adorava ir na casa do meu tio, um cara que apesar da idade – hoje ele tem 74 anos – esta sempre antenado com tudo que tenha a ver com tecnologia da informação e comunicação. Laa eu e meu irmão cansamos de brincar no computador de tela preta e verde, com joguinhos como aqueles que víamos durante os anos 80, originalmente gravados cerca de uma década antes, nos filmes da Sessão da Tarde. O do judoca que tinha de salvar a princesa era meu favorito.

Quando meu pai voltou do Japão, uma das coisas que ele trouxe foi um brinquedinho bem divertido, um processador de texto. Suas teclas eram multinacionais e traziam além de letras ocidentais tradicionais ainsa contavam com ideogramas em japonês, os taao famosos kanjis tanto como em hiragana quanto em katakana (diferença entre os dois aqui). Para aprender a usar este eu penei um pouco, pois entender seus comandos foi complicado. até hoje não tenho idéia o que aperto para salvar o que escrevi e para imprimir.

Alguns anos mais tarde meu tio, o mesmo do joguinho do judo, apareceu com um laptop, pelo menos naquela época era assim que chamavam, e meus olhos brilharam. Achei incrível um computador menor, mas tão bom quanto os com cpus e olha que naqueles tempos eles eram gigantescos perto dos atuais. A única coisa que não gostei eram as teclam, achei elas sem graça, fininhas demais não tinha aonde apertar.

Isto faz uns bons anos e neste meio tempo, durante a febre de escolas de informática, fiz um curso e entendi um pouquinho sobre essa máquina sem a qual muito não podemos mais viver. E o mais legal, aprendi a teclar sem precisar olhar para o teclado. Eu era quase uma criança, então não me julguem… tanto.

Ultimamente venho pensando em poupar para comprar meu próprio notebook. Não sei de onde meu cérebro tem inventado tanta vontade de ficar achando que precisa ter um destes. Talvez nem seja o cérebro e sim o coração que vem me pressionando, dizendo que ter um hoje é essencial. Coração, porque meu lado racional sabe muito bem que essencial é uma palavra forte demais para se descrever uma máquina.

Venho vivendo minha vidinha e do nada penso, “podia escrever sobre isso no blog, mas não da porque não tenho um notebook”. To achando que isso tudo pode bem ser um complo da Skynet ou até mesmo a Matrix querendo me envolver em sua trama de qualquer maneira.

Mas agora falando serio, estou ficando preocupada. Acho que as propagandas pelas quais somos bombardeados diariamente estão se infiltrando em meu cérebro e isso não parece nada bom. O problema é que a parte de mim acha tão bonito ver aquele aparelhinho fininho guardar tanta informação e ser o link para tanto divertimento. Porque sendo bem sincera Internet me diverte muito e se não tomo cuidado ela suga minha vida.

De qualquer forma ainda estou pensando sobre o assunto. Talvez me dobre a essa vontade, talvez não. O que acho legal em tudo isto é que na minha breve existência, comparada a da humanidade – claro!, venho conseguindo ter contato com coisas em evolução e quando olho para trás acho legal poder experienciar tais mudanças.

E sim, a Olivetti que continua em casa ainda funciona que é uma beleza!

Entry Filed under: aprendizado, comportamento, histórias de família, lembranças, nostalgia, passado, saudades, vida. Tags: .

3 Comments Add your own

  • 1. Maria  |  Setembro 29, 2009 at 4:23 pm

    A Olivetti prescisa de fita nova! Ahh não é que você precisa, mas quando estamos com dor nas costas e não queremos sair de jeito nenhum da cama e pensamos: se eu tivesse um laptop eu poderia ir na internet sem sair da cama! Nos dias frios ou até ver tv e ir na internet da cama ao mesmo tempo!!! Ai ai ai… Um dia… Um dia…

    Responder
    • 2. paulinha mihuda  |  Setembro 29, 2009 at 7:04 pm

      É isso, matou a charada… Meu desejo de ter uma coisinha linda dessas acaba sendo potencializado pela minha preguiça que quer me fazer prisioneira da cama! Hahaha… Caso venha comprar um desses terei de usar a ergométrica em dobro, pra manter o tamanho da bunda em aceitável!

  • 3. Rafa  |  Outubro 27, 2009 at 10:32 am

    Taí, eu acho laptop o máximo, pequeno, bonitinho, levo pra todo canto. Mas não curto a ausência de mouse e não me entendo com aquele bagulinho que faz as vezes do dito cujo. Tá, sei que dá pra colocar um de verdade, mas imagina deitada na cama e usando um mouse? No way né?
    Já máquinas de escrever não me atraem, sou mais moderinha mesmo, hahaha.
    Bjo

    Responder

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